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Jornalismo Comunitário

Insegurança assusta moradores de bairro da Zona Leste da Capital

insegurancaVista da vila São Carlos. Foto: Cláudia Moreira

A segurança pública tem sido motivo de preocupação no bairro Lomba do Pinheiro, localizado na zona Leste de Porto Alegre. Com mais de 43.882 moradores (ObservaPOA), o bairro que faz parte do programa território da paz, juntamente com os bairros Rubem Berta, Restinga e Vila Cruzeiro tem preocupado sua comunidade.

No dia 24 de abril, a Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece) da Câmara Municipal de Porto Alegre esteve reunida na Lomba do Pinheiro, com mais de 50 pessoas, para tratar da insegurança na comunidade. Integrantes de quatro escolas situadas no bairro, presentes na reunião, pediram reforço na segurança à Guarda Municipal, que também estava presente no encontro.

A diretora da Escola Municipal de Ensino Fundamental Afonso Guerreiro Lima, Tavama Santos, mostrou na reunião o jornal do bairro com notícias sobre tiroteios na porta da escola. Ela salientou que a Brigada Militar ajuda muito, mas não tem como estar presente nas escolas em tempo integral.

A moradora Isabel da Silva, da Vila São Carlos, onde a EMEF Afonso Guerreiro Lima está localizada, também relatou as constantes trocas de tiros que acontecem na vila: "tiroteio é muito comum aqui. Mas geralmente são traficantes de outras 'bocas' (como eles costumam chamar) que vem cobrar dívidas. Os chefões daqui não deixam que existam assaltos, para não chamar atenção da polícia, pois isso atrapalharia o negócio deles, que é vender drogas".

Isabel ainda fala sobre a preocupação dos moradores, em relação à troca de tiros. "As pessoas comentam meio apavoradas, tipo 'você viu o que houve ontem? Atiraram em duas pessoas na frente da escola, em horário escolar. Meu Deus, que horror, aonde vamos parar com essa violência?". Além de muitas vezes não quererem mandar seus filhos a escola, devido aos freqüentes tiroteios que acontecem".

A estudante da EMEF Afonso Guerreiro Lima, Juliane da Rocha, conta que há cerca de um mês e meio, houve troca de tiros em frente à escola, cinco minutos antes dos alunos soltarem. "Era umas 17h25 mais ou menos, pouco antes de soltarmos, ouvimos os tiros. As pessoas comentam que foi por dívidas de drogas, mas o problema é que na troca de tiros, acabaram baleando uma mulher com bebê de colo que não tinha nada a ver com a história".

inseguranca2Fachada da EMEF Afonso Guerreiro Lima. Foto: Cláudia Moreira

Para o policial da Brigada Militar Emanuel Marengo a troca de tiros em vilas é muito comum, pois é o ponto dos chefes do tráfico. Ele afirma ainda, que a corporação Militar está sempre procurando atender a comunidade de forma rápida e eficaz. "Dentro dos meios que dispomos, que o estado nos proporciona, temos feito um excelente trabalho", declara.

Marengo trabalha no policiamento ostensivo, que está diretamente ligado a comunidade. Em resumo, ele destaca que além das chamadas referente a segurança, sua companhia atende também ocorrências de recuperação de veículos roubados, maria da penha, prisões por tráfico, roubos a residência e estabelecimentos comerciais, entre outras. "São muitas as chamadas, e corremos bastante para que todas elas sejam atendidas", relata.

Segundo dados do Observatório de Segurança Pública, os problemas relacionados a segurança no Brasil, representam constantes desafios para o sucesso do processo de consolidação política na democracia do país. E vem ganhando assim, maior visibilidade pública, tanto em debates, quanto do público em geral.

Matéria produzida para a disciplina de Comunicação Comunitária, em 2014.1, sob a orientação da Professora Lisete Ghiggi.

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