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Jornalismo Ambiental

Parques do futuro

eolicos genaro jonerFoto: Genaro Joner/Agência RBSO ser humano, caso deseje perseverar sua espécie, deverá se adaptar às mudanças climáticas que o desenvolvimento industrial está acarretando. As energias convencionais, tão requisitadas por grandes empresas de repercussão mundial, estão esgotando os recursos do planeta. Qualquer ambientalista explicaria: extração de substâncias que formam a gênese de Gaia, bem como a recomposição de determinadas áreas para fins mercantilistas, geram uma alterações irreversíveis no estado natural. A natureza conseguirá ser sustentável o suficiente para suprir a ausência?

Pensando nisso, o Estado do Rio Grande do Sul tem investido, especialmente nas últimas décadas, em formas alternativas de energia. E uma grande conquista foi alcançada em 2014: com a gradativa implantação dos Campos Neutrais, localizado nas cidades de Santa Vitória do Palmar e Chuí, o Estado para a ter o maior complexo eólico da América Latina. O empreendimento da Eletrosul reúne três grandes parques: Geribatu, Chuí e Hermenegildo. Em conjunto, o trio soma 583 megawatts (MW) de capacidade instalada, o suficiente para abastecer uma cidade com 3,4 milhões habitantes.

O Parque Eólico Geribatu, com 258 MW divididos em dez usinas, já está operante. No Parque Eólico Chuí, que terá 144 MW de potência instalada em seis usinas, as obras já foram iniciadas. Para a mobilização do canteiro de obras do Parque Eólico Hermenegildo, que terá 13 usinas com 181 MW de capacidade, a expectativa é a de que a licença de instalação seja emitida ainda neste semestre. Cabe destacar: toda a energia produzida pelas eólicas do Rio Grande do Sul será conectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN) por uma linha de transmissão de 500 quilômetros de extensão.

Além do benefício ao meio ambiente, os três parques gerarão milhares de empregos diretos e indiretos, que impulsionarão a economia das cidades da região. A energia eólica é extremamente limpa e embora o alto custo de manutenção, promove o desenvolvimento sustentável. O Rio Grande do Sul, com o acolhimento deste projeto, torna-se referência no Brasil e fora dele, mostrando que é possível produzir energia sem destruir o meio natural.

Resta esperar que a consciência pese aos pólos industriais que vêem no petróleo, por exemplo, a essência de seu produto. As energias alternativas precisam sem mais bem aproveitadas. Estudos na área devem ser realizados, cada vez mais, a fim de garantir a integridade do planeta. Aguardem-se os próximos capítulos.

Artigo produzido para a disciplina de Jornalismo Ambiental, ministrada pela profª Lisete Ghiggi.

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