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Jornalismo Ambiental

40 anos do Parque Estadual de Itapuã

itapuaFarol de Itapuã marca encontro da Lagoa dos Patos com o Guaíba. Foto: Arquivo Palácio Piratini/DivulgaçãoReaberto no ano de 2002, pelo Governo Olívio Dutra, o Parque Estadual de Itapuã completou 40 anos de existência em 14 de julho.  Representando a Assembleia Legislativa no ato, o deputado ado Adão Villaverde (PT) participou da celebração. Secretário estadual da Coordenação e Planejamento à época da reabertura, Villa destacou a importância do Parque Estadual de Itapuã como principal reserva ecológica da região metropolitana de Porto Alegre, ressaltando que é indispensável aproximação e a integração da comunidade com este espaço extremamente representativo para o estado do Rio Grande do Sul.

No ato solene de domingo, foram feitas homenagens e entrega de certificados aos colaboradores, parceiros e amigos do Parque Estadual de Itapuã. Estiveram presentes, o representante do Ministério do Meio Ambiente, Gerente de Projetos do Departamento de Revitalização de Bacias Hidrográficas, Renato Ferreira, o  secretário  estadual do Meio Ambiente, Neio Lúcio Pereira, o Gestor do Parque Estadual de Itapuã Carlos Alberto Mâncio, além de outras autoridades e representantes comunitários.

As atividades de comemoração, que se estenderão até o próximo dia 28, iniciaram no dia 10 de julho com a abertura da II Feira Ambiental do PEI. Até agora foram desenvolvidas oficinas, exposições, trilhas ecológicas, documentários e apresentações culturais relativas ao Parque.

As celebrações dos 40 anos abrem um importante período de investimentos no Parque ao longo de 2013 e 2014. Através de verbas de medidas compensatórias serão investidos R$ 3,4 milhões na reserva. Parte do montante deve ser aplicado até o fim deste ano. A utilização deste tipo de recursos dispensa licitação e por isso é mais rápida e menos burocrática.

Segundo o secretário Neio Pereira, R$ 1,4 milhão da verba anunciada é para a ligação de energia elétrica no entorno do parque e também melhorias na infraestrutura da reserva para atrair mais visitantes. Os demais R$ 2 milhões deverão ser destinados  à criação de  porto, para que o acesso a Itapuã possa ser feito de barco.

O Parque Estadual de Itapuã foi instituído em 1973, pelo decreto estadual nº 22.535, que estabeleceu a desapropriação de domínio pleno de uma gleba de terra situada no distrito de Itapuã na cidade de Viamão. Da união deste espaço de terra foi constituída a área do Parque.

O Decreto nº 33.886 de 11 de março de 1991, criou o Parque Estadual de Itapuã, no município de Viamão, com uma superfície aproximada de 5.553 hectares. O mesmo decreto estabeleceu a área do Parque  como Unidade de Conservação de Proteção Integral ficando sob a responsabilidade das Secretarias da Saúde e do Meio Ambiente e da Indústria e Comércio.

Anterior a isso, o Parque estava ocupado por loteamentos irregulares, pedreiras, e completamente abandonado pelo Estado. O impacto da ação humana na área foi muito sério e extinguiu espécies importantes da fauna, como veados e porcos do mato.

Na área de reserva é possível encontrar uma diversidade de paisagens e ecossistemas compostos de morros, praias de água doce, dunas, lagoas e banhados, bem como um número significativo de espécies raras e ameaçadas de extinção: cerca de 40 espécies de répteis, 30 espécies de anfíbios, 200 espécies de aves incluindo as migratórias, e um expressivo número de espécies de mamíferos, entre estes a jaguatirica, a lontra e o bugio-ruivo. Este último foi adotado como símbolo do Parque Estadual de Itapuã.

Em 2007, durante o Governo Yeda, o Parque Estadual de Itapuã chegou a ficar um período fechado, sob argumento da filosofia do déficit zero, uma vez que  a  arrecadação com ingressos era menor que as despesas. Só foi reaberto ao final da gestão. 

A Praia das Pombas também ficou fechada por um curto espaço de tempo em 2011, enquanto não era contratada uma das empresas terceirizadas que participam da administração do local. Para funcionar, o Parque necessita de duas terceirizadas, uma para segurança e outra para serviços gerais, e de acordo com o gestor do Parque, Carlos Alberto Mâncio, a unidade já tem contratos firmados até 2016 com as duas empresas.

Atualmente, o PEI está aberto à visitação pública e tem capacidade para 900 visitantes por dia, divididos em três praias. Além disso, sua estrutura conta com 25 km de estradas internas, 5 km de trilhas ecológicas, centro de visitação, museu, duas lancherias e um restaurante, alojamento para pesquisadores, casas de servidores, churrasqueiras, mesas, banheiros e vestiários para atendimento ao público.

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