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Jornalismo Ambiental

Bons ventos do Sul sopram a favor da América Latina

eolica

A produção de energia eólica vem assumindo uma posição de destaque no Rio Grande do Sul, e a sua capacidade já representa um terço do fornecimento de todo o Brasil. Seu potencial em terra firme é de 15,8 GW, e a produção nos 11 parques eólicos já instalados chegava a 364 MW, ainda em 2012.

A região sul do país esta na rota dos novos centros de captação pelas excelentes condições climáticas que oferece. Nos últimos leilões realizados no setor, foi viabilizada a construção de 49 parques no Estado, com a previsão máxima de conclusão até janeiro de 2016. O que em conseqüência deve alavancar a economia no Rio Grande do Sul com o surgimento de novas empresas prestadoras de serviços e fabricantes de peças.

Eberson Silveira, coordenador de energia e comunicações da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento – AGDI é otimista diante da projeção do potencial eólico da Região: “O Rio Grande do Sul tem feito políticas para incentivar todos os setores. Temos boa logística, boas conexões elétricas e um grande potencial para este tipo de geração”, destaca.

Segundo relatório da AGDI a importância da energia eólica se destaca principalmente no âmbito ambiental, por seus inúmeros benefícios ao meio ambiente. A competitividade em relação a outras fontes de energia também é fator importante, especialmente no RS que oferece condições climáticas adequadas, o que torna viável o desenvolvimento deste segmento da indústria.

O mercado de energia eólica cresce de forma significativa na América Latina e alavanca a demanda de novos projetos de geração de energia limpa e sustentável. Através de usinas hidrelétricas, térmicas a gás e parques eólicos. A representatividade do Brasil corresponde a 50% da capacidade instalada, número que deve ser mantido pelos próximos anos.

O crescimento mundial de energia eólica e o potencial eólico brasileiro, que representa 143 GW para ventos acima de 7m/s e altura de 50m, são os agentes impulsionadores deste novo nicho de mercado no país. A energia eólica cresce de forma acelerada e traz boas perspectivas ao setor, não só na América Latina, mas em todo o mundo.

Por sua localização geográfica e grande área de costa marítima, o Brasil se coloca de forma privilegiada no desenvolvimento da cadeia produtiva industrial. De olho neste potencial o Governo do Estado do Rio Grande do Sul incluiu a energia eólica entre os setores prioritários da Política Industrial. Dados divulgados através de estudos da Empresa de Pesquisa Energética, a EPE, aponta crescimento de 50% no consumo desta fonte de energia alternativa. Para os próximos 10 anos são projetos crescimentos na Região Sul do país que vão dos 70.803 GWh medidos em 2010 para 105.500 GWh até 2020.

Matéria produzida na disciplina de Jornalismo Especializado I, com ênfase em Jornalismo Ambiental, Rural e Científico.
Professora responsável: Lisete Ghiggi

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