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Jornalismo Ambiental

Startups Green: o negócio é ajudar o planeta

green startupUma expressão que está na moda no empreendedorismo é startups, usada para designar empresas que ainda não encontraram o seu modelo de negócios escalável. Também significa um grupo de pessoas com iniciativas e ideias com potencial para se constituírem em modelo de negócios. Inúmeras startups surgem todos os dias, com as mais diferentes temáticas, e, é claro, não poderiam deixar de incluir as verdes. Não na cor, mas na iniciativa.

No site: startupbase.com, uma espécie de banco de dados da Associação Brasileira de Startups, consta que há cerca de 40 no Rio Grande do Sul, mas nenhuma 'verde', o que não significa que o resto do país não esteja trabalhando com isso. No último ano, duas ideias inovadoras 'verdes', ambas no Mato Grosso do Sul, chamaram a atenção da Associação Brasileira. São elas: a Verde Azul e a Cidades Inteligentes.

Segundo Claudia Borges, uma das idealizadoras da startup VerdeAzul, que ainda não se lançou ao mercado 100%, mas que trabalha com a gestão de sustentabilidade, ao manter contato com as startups percebeu que a área é muito nova e desconhecida, e que nenhuma delas atuava neste nicho de mercado. "Muitas atuam em gestão ambiental, mas não gestão para sustentabilidade, ou sustentabilidade empresarial", relatou.

Já para Vinícius Lemos, um dos criadores da startup, Cidades Inteligentes, uma plataforma de dados sobre cidades sustentáveis, a ideia de aderir ao novo segmento partiu de sua dissertação de mestrado em Tecnologias Ambientais."O cidadesinteligentes.org pode ser uma excelente ferramenta para disponibilizar dados e coletar opiniões da população, servindo como instrumento de divulgação dos princípios de cidades inteligentes e contribuindo para melhorar a vida da população nas cidades".

Lemos conta que durante a pesquisa bibliográfica para a dissertação encontrou muitas referências à Smart Cities, e vários exemplos de cidades que utilizaram esses conceitos para melhorar a vida dos cidadãos. Juntamente com o seu orientador, percebeu que havia uma grande oportunidade de mercado ao oferecer uma plataforma que disponibilizasse informações. Os criadores das duas empresas já trabalhavam na área ambiental antes de investirem nas ideias de negócio, o que contribuiu para entender o mercado e as suas necessidades.

Sustentabilidade deixou de ser apenas um tema de debates entre líderes mundiais ou conversa de biólogo, e se transformou em uma realidade vivenciada por todos nós e agora, um modelo de negócios. Porém a maior dificuldade continua sendo convencer as pessoas a pensarem no futuro, e não apenas com o bolso. "As empresa falam, falam, mas na prática não querem pagar por serviços como esse. É a parte econômica falando. Temos todo um trabalho de conscientização e mudança de cultura empresarial a ser realizada. São poucas as empresas que acreditam e defendem ações nesse sentido. É uma mudança de paradigma. Mas a transformações estão justamente aí. Nosso trabalho é esse!", afirma Cláudia.

É importante que apareçam não só startups 'verdes', mas também os segmentos preocupados com bem estar social. O Brasil hoje é visto como um dos potenciais mercados em startups inovadoras. Mas seria muito interessante ver mais iniciativas sustentáveis e socialmente responsáveis no Brasil!

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