· · ·

Jornalismo Ambiental

Tratado de Copenhague: solução ou decepção?

cop 15 lula e obamaNa COP 15 muitas discussões e poucas decisões. Foto Divulgação/Época

A 15ºConferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas já é um dos maiores encontros diplomáticos dos últimos tempos. O evento, que aconteceu em Copenhague, capital da Dinamarca, teve o objetivo de sensibilizar as maiores potências do mundo para evitar um aumento desenfreado da temperatura global, resultante da ação humana.

Mas, a preocupação com a economia interna dos países ricos evitou que o resultado  da COP-15, uma reunião anual, que congrega as nações signatárias da Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima das Nações Unidas, tivesse uma solução concreta, para evitar de forma real os problemas de alterações climáticas no mundo.

“A reunião explicitou que diversas nações estão mais preocupadas com o próprio nariz do que com a questão ambiental”, comenta  o advogado especialista em direito ambiental, Gustavo Trindade.

Para ele a conferência gerou uma grande decepção aos  dinamarqueses, que sonhavam em entrar para a história como anfitriões de um acordo contundente que substituísse o Protocolo de Kyoto, acordado em 1997, na cidade japonesa. Mas, para decepção mundial, explica Trindade, entra para a história como a reunião que deixou evidente a incapacidade dos principais líderes mundiais, de encontrar uma solução, para os problemas de aquecimento global.

“O que todos esperavam era que, finalmente, as maiores potências do mundo se comprometessem em  cortar os efeitos dos gases-estufa” explica Trindade.  Mas o que se viu em Copenhague, explica,  foi uma declaração de intenções, por parte dos governantes, aliada à  truculência da policia dinamarquesa contra os ativistas de ONG’s, presentes no país para acompanhar o evento e presenciar o seu desfecho. 

“A COP-15, não deu resultado, pois os grandes países não queriam, ter a sua economia afetada para adotar essas metas ecológicas”, sentencia Trindade. “A grande verdade é que está mais do que provado que há um aquecimento global, e que isso está, visivelmente dizimando, aos poucos, todos nós, e inclusive eles próprios”, ressalta  ao referir-se aos governantes dos países desenvolvidos.

Mas o que ficou claro na reunião foi a rusga, entre chineses e norte-americanos, onde os chineses  rechaçaram a exigência  dos americanos de inspecionar os seus programas de corte de CO2 e gases similares. O que por hora fica acordado, é que os países ricos se comprometem a investir cerca de 30 bilhões de dólares, pelos próximos três anos, para auxiliar as nações mais pobres a enfrentarem as alterações climáticas, o que é muito pouco para os problemas alarmantes que já estão escancarados planeta afora. 

 Alunos da disciplina de Jornalismo Ambiental. Professora reponsável: Lisete Ghiggi  

· · ·