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Jornalismo Investigativo

Transtornos alimentares: o mal silencioso

A busca pelo corpo perfeito tem lotado as academias e as clínicas de cirurgia plástica. Dietas milagrosas circulam por todos os lugares e as chamadas “musas fitness” têm nas redes sociais um público fervoroso que segue seus conselhos e dicas, almejando um padrão de beleza imposto pela sociedade, que, segundo especialistas, é impossível de ser alcançado por 80% da população.

Adolescentes em fase de formação e aceitação de seu próprio corpo são os que mais sofrem a pressão devido a esse padrão inexistente, e na ânsia de serem iguais as modelos e artistas expostas constantemente pela mídia, podem ir para caminhos nada saudáveis para perder peso e consequentemente evoluírem para transtornos alimentares (T.A.) graves.

Doenças desse tipo estão cada vez mais comuns e atingindo cada vez mais pessoas. Um distúrbio silencioso que pode causar graves danos a saúde física e mental, e em alguns casos, até ser fatal. Existem diversos transtornos alimentares conhecidos, entre eles, se destacam a anorexia e a bulimia.

 

anoressiaImagem Internet

 

BULIMIA E OS PERIGOS DE REJEITAR O ALIMENTO

A doença afeta de 2% a 3% das mulheres entre 13 e 25 anos. A Bulimia é um transtorno alimentar que tem como principal característica a indução ao vômito ou qualquer outra atividade que provoque purgação, como explica a nutricionista Sandra Barbiero. Ela cita ainda que, pacientes bulímicos tendem a comer muito devido a um quadro de ansiedade, e depois fazem uso de manobras para expulsar o alimento. Além do vômito, a utilização de laxantes, abuso de cafeína, cocaína, dietas inadequadas, jejum prolongado, diuréticos, entre outras coisas.

A psicóloga Ana Lúcia Feldens acredita que a mídia e o fácil acesso à informação contribuem para os transtornos alimentares. “ As meninas olham as modelos extremamente magras vistas como padrão de beleza, e querem ser como elas”, destaca.  A psicóloga, porém, alerta que são muitas as causas que influenciam a ocorrência desses distúrbios, como fatores genéticos, psicológicos, familiares, traumáticos, sociais e culturais. A incidência da doença, normalmente, é um acúmulo de mais de um desses fatores.

Entre as praticantes da bulimia, o distúrbio foi apelidado de “Mia”. Na internet não é difícil de encontrar blogs e sites em que pessoas mais experientes na prática da purgação, dão dicas e até fazem tutoriais de como realizar a manobra com menos riscos de serem descobertas por amigos ou familiares.  Além da perda de peso, induzir o vômito ou utilizar maneiras de expulsar o alimento do corpo podem causar diversos riscos à saúde, como desidratação, cáries, constipação, desequilíbrios eletrolíticos que acarretam danos cardíacos e neurológicos, inflamação da garganta, pancreatite e hemorroidas. Os vômitos frequentes também colocam o ácido gástrico no esôfago (o tubo que liga a boca ao estômago), o que pode causar rasgos e lesar permanentemente essa área.

Alessandra Moreira tinha 21 anos quando começou a achar que seu corpo não se encaixava no padrão, pois pesava 90 kg. Desconhecendo os riscos da prática, começou a vomitar para se sentir menos “cheia” após as refeições. Como é característico da doença, a cada nova tentativa a prática se tornava mais fácil e prejudicial. Sem tomar conhecimento do problema que enfrentava, ela chegou a pesar 45 kg. Confira o relato de Alessandra:

 

ANOREXIA: RISCOS PERMANENTES PARA O ORGANISMO

Desde a década de 80 a anorexia é considerada a terceira doença crônica mais comum entre as adolescentes mulheres, só perdendo para asma e a obesidade. As estimativas mostram que no Brasil, uma a cada 250 adolescentes sofre da doença.  A anorexia é um distúrbio alimentar em que, devido ao medo de ganhar peso ou a vontade de emagrecer, as pessoas tendem a comer cada vez menos e abusar de dietas, exercícios e outros métodos para suprir essa necessidade.

É um transtorno alimentar com perturbação da percepção da própria imagem. O paciente perde o controle da realidade e não consegue enxergar e nem aceitar a forma de seu próprio corpo, tendo sempre a impressão de estar acima do peso. Para tentar emagrecer, as pessoas anoréxicas costumam cortar a comida em pequenos pedaços e fraciona-las durante vários dias, exercitar-se de maneira contínua e exaustiva, recusar-se a comer perto de outras pessoas, fingir que estão comendo e colocar comida no lixo e abusar de diuréticos e laxantes.

Parar de se alimentar devidamente pode acarretar diversos problemas para a saúde, como explica a nutricionista Sandra Barbiero. “Se um adolescente não ingerir os nutrientes recomendados, por exemplo, isso acarretará em um atraso no desenvolvimento físico e hormonal. Nos adultos também ocorrem complicações devido ao déficit nutricional que podem persistir ou até mesmo se manifestar depois que a paciente já tiver recuperada da doença”, explica.

Os anoréxicos podem apresentar quadro de desnutrição e desidratação, problemas de pressão arterial (normalmente baixa), anemia, redução da massa muscular, intolerância ao frio, interrupção do ciclo menstrual, osteoporose, baixa significativa no sistema imunológico, entre outras complicações como confusão mental, problemas cognitivos e depressão. Fisicamente, anoréxicos apresentam pele manchada ou amarelada, seca e coberta por pelos finos, queda de cabelo, entre outros sintomas a longo prazo.

Entre pacientes anoréxicas a doença foi apelidada de “Ana”, e juntamente com a “Mia” são os transtornos alimentares com maior incidência entre mulheres jovens, todavia as doenças também afetam adultos e homens. De acordo com estudos da Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 50% dos anoréxicos desenvolvem bulimia. A estudante, Mariana Rueda, 20 anos, está dentro dessa estimativa. Devido a pressão sofrida pelo bullyng e pesando 100 quilos, com apenas 15 anos, começou a apresentar anorexia e pouco tempo depois, a bulimia.   Ela conta que não tinha a dimensão do problema e nem se interessava pelos riscos, “ só me via gorda e me forçava para emagrecer”, comenta.

 

538377_506686569408893_1959565079_n-copiaReprodução Facebook

Mariana sofreu com os transtornos alimentares durante mais de um ano, ficando cada vez mais debilitada e doente, chegou ao ponto de precisar de ajuda para levantar e fazer tarefas básicas, como escovar os dentes e tomar banho.  Ela conta que só conseguiu perceber o que estava acontecendo com a ajuda da família, que identificando a doença procurou um psiquiatra para iniciar um tratamento.

 

1013424_370492449716927_543807465_nReprodução Facebook

“Se amem, se cuidem, saúde é tudo! Queria voltar a ter minha saúde de antes de ter anorexia, meu corpo não voltou ao normal, perdi muito cabelo, flora intestinal, além do mais faço tratamento a 5 anos. Dar valor a vida, aos bons momentos. Beleza não traz felicidade. Sou magra hoje em dia e sou feliz não minto, mas quando eu era gordinha se posso dizer assim, nada me abalava eu contagiava a todos. E isso mudou muito depois de tudo que aconteceu”

 

OS TRANSTORNOS ALIMENTARES MAIS PERTO DO QUE VOCÊ IMAGINA

“Eu conheci a L. em 2011, quando trabalhamos juntas. Nós ficamos amigas muito rápido e, alguns meses depois, ela me contou que era bulímica. Eu me lembro perfeitamente da situação. Nós estávamos em um bar perto do trabalho e ela disse que queria aproveitar que estava meio bêbada para me contar uma coisa. E eu até pensei que ela estivesse de brincadeira, porque nunca passou pela minha cabeça que isso pudesse ser verdade. Ela é uma menina linda, magra, inteligente, com um bom trabalho numa grande empresa, adorada por todos os colegas, com vários amigos. Foi um choque gigantesco. ”

Com esse relato, Andréa Oliveira, 30 anos, começou a contar como é conviver com um paciente de T.A. Sua amiga, que ela optou por preservar a identidade e apenas chamar de “L”, confessou seu problema com a bulimia em uma mesa de bar. A maioria das pessoas que sofrem desse distúrbio preferem esconder por receio da reação das pessoas ou vergonha da situação. A coragem de L. de confiar na amiga, se deu devido a terapia e o apoio familiar. “Ela me olhava de um jeito como se ela tivesse medo que eu fosse me levantar daquela mesa e fugir correndo…  Antes de irmos embora, ela pediu que eu esquecesse o que ela tinha me contado. Respondi que não podia, mas que aquilo não mudaria nada entre a gente”, desabafa Andréa.

A nutricionista Sandra Barbiero, comenta que a busca por tratamento e ajuda demora quando se tem T.A., principalmente quando se trata de bulimia onde o corpo não sofre mudanças corporais muito visíveis como ocorre com a anorexia. Familiares e amigos têm um papel importante na identificação da doença e na busca de um tratamento adequado, bem como o acompanhamento de todo o processo de cura.

A psicóloga Ana Lúcia Feldens explica que normalmente pessoas que se submetem a essas atitudes para emagrecer, sofrem de alterações de humor como irritabilidade constante, se tornam mais introspectivos, deixam de frequentar locais e momentos de integração que possuem comida, entre outros sintomas. A Doutora Ana, salienta que é sempre importante ficar atento ao comportamento fora do comum de amigos e familiares. Principalmente quando se trata de adolescentes, que são os mais afetados pela doença. Procurar ajuda o mais rápido possível, sempre com cautela para não pressionar demais e piorar a condição psicológica do paciente é mais uma das dicas da profissional. Com sua experiência, Andréa acrescenta que o mais difícil de sua convivência com L.  foi entender que mesmo querendo ajudar a amiga, tinha que respeitar os limites. “Eu não podia melhorar por ela, eu não podia lutar com os demônios que existiam na cabeça dela e isso era extremamente frustrante”, relata.

O paciente que está sofrendo de transtorno alimentar não consegue enxergar os perigos da doença e isso dificulta a procura por ajuda. O psiquiatra Vítor Rodrigues, também ressalta a importância da participação efetiva da família e afirma que, acompanhar na terapia familiar e entender o problema e suas consequências, ajudam muito na aceitação do tratamento, pois os pacientes se sentem acolhidos e mais confortáveis. Para a nutricionista Sandra Barbiero a melhor forma de ajudar é estimular o tratamento com profissionais qualificados, “aderir ao tratamento e seguir as indicações e estratégias combinadas é fundamental”, completa.

O tratamento de distúrbios alimentares deve ser realizado por uma equipe multiprofissional formada por psicólogos, psiquiatras, nutricionistas e endocrinologistas.  O Doutor Vítor que é psiquiatra, cita ainda, que o diagnóstico de T.A. deve ser realizado através de entrevistas com profissionais, relato de familiares e observações clínicas especializadas e que o assunto não deve ser tratado como rebeldia ou frescura. A psicóloga Ana Lúcia Feldens explica, que o tratamento é longo, pois o paciente precisa entender que está sofrendo de uma doença grave, aceitar o tratamento imposto e depois aprender a se enxergar de outra forma, passar a ter uma alimentação saudável regular e repensar as condutas alimentares são processos lentos. A continuidade do tratamento também é necessária pois alguns problemas de saúde podem se manifestar algum tempo após a recuperação, por isso as revisões são essenciais.

Na opinião do psiquiatra Vitor Rodrigues, para ambos os transtornos é importante uma avaliação individual, pois cada caso requer medidas específicas. “T.A. em geral, são tratados com medicamentos psiquiátricos, terapia individual e familiar”, comenta. O doutor explica ainda que, o psiquiatra pode também fazer psicoterapia, ou optar por outro tratamento dependendo de sua especialidade. “O mais importante é que todos os profissionais envolvidos no tratamento conversem para que melhor consigam ajudar o paciente”, completa o doutor.

 

INFLUÊNCIA ONLINE

Foi só digitar que precisávamos de ajuda para emagrecer e muitas páginas com dicas nada saudáveis apareceram. Refinando a pesquisa, e inserindo a palavra “vomitar”, encontramos um blog com uma postagem de 2012. Nele uma menina bastante jovem, além de influenciar a perda de peso, dava um passo a passo com mais de 20 itens explicando maneiras mais “seguras” e “discretas” de realizar o procedimento.

Em um dos itens, para sanar o problema de dor de garganta causado por forçar o vômito. Ela é enfática em garantir que se a menina engolir uma bucha de algodão, irá “amenizar a irritação e ainda enganar a fome”. O mais impressionante é que 4 anos depois, os comentários de pessoas agradecendo as dicas ainda persistem, em nossa última visita eram mais de 800 respostas.

O Facebook também está repleto de grupos. Neles as meninas se ajudam a aguentar a fome, receitam misturas de vinagre, água e limão para evitar desmaios, entre outras coisas. Entramos em um grupo de WhatsApp, onde as meninas contam as calorias de cada alimento que consomem e são bem agressivas umas com as outras, que segundo as usuárias, “passam dos limites”. A pressão é constante entre elas e o quadro é triste e desagradável. A maioria das meninas são menores de idade, adolescentes entre 12 e 17 anos, bonitas e magras, que se enxergam obesas e que tem uma necessidade absurda de entrar em um padrão irreal que foi preestabelecido.

No Instagram o compartilhamento de fotos de mulheres extremamente magras é constante. Na rede social, os comentários se dividem em pessoas criticando a aparência nada saudável e usuários elogiando a magreza como uma vitória. Sem acompanhamento médico, sem atenção de familiares e sem a percepção da gravidade da situação, as meninas têm online o apoio e a má influência para continuar com essas práticas nada saudáveis, até ser tarde demais.

Esse foi o caso da jovem gaúcha Daiane Dornelles, 21 anos, ela sofria de anorexia nervosa e mostrava sua rotina nas redes sociais. Muito popular, em seu Instagram a jovem postava fotos em que aparecia cada vez mais magra e continuava atraindo diversos elogios. Os comentários apoiavam a garota a continuar e a parabenizavam por sua perseverança. A doença era tratada como sinônimo de beleza e perfeição.  Infelizmente, Daiane não conseguiu vencer o T.A. e faleceu em 2013 após ter contraído hepatite viral por complicações causadas devido a anorexia.

 

daiane-dornelles-3Reprodução Instagram

comentariosReprodução Instagram

No infográfico abaixo, destacamos alguns dos comentários encontrados em blogs e sites de incentivo aos transtornos alimentares para termos a dimensão de quanto esses pacientes precisam, sobretudo, de auxilio psicológico e atenção, principalmente dentro de casa. Para preservar as meninas, os nomes e as fotos foram ocultadas.

 

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A FAMA E A BUSCA PELO CORPO IDEAL

O mundo das celebridades também reflete os perigos da busca frenética pelo padrão de beleza imposto pela sociedade. Artistas de todos os segmentos querem o sucesso e a fama baseada em seu corpo e para isso abusam de métodos, remédios e procedimentos.

A pressão exercida é tanta, que muitas vezes, atrizes, cantoras e modelos chegam a pensar que se não estiverem dentro dos padrões, de nada adianta seu talento. Muito além dos transtornos alimentares, podem apresentar quadros de depressão, abuso de drogas e consequentemente o fim de uma carreira que poderia ser promissora. Essa é a realidade de muitas personalidades que chegam a extremos para ter corpos magros e uma falsa beleza a fim de agradar e influenciar os fãs.

 

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Com relação às adolescentes, isso ainda é mais perigoso. Jovens são mais propensos a querer seguir os padrões e são mais facilmente manipulados e induzidos a comportamentos prejudiciais à saúde. Com a internet e tantas possibilidades que ela apresenta, os maus exemplos também se multiplicam.

O caso mais recente é o da Youtuber norte-americana, Eugene Cooney. Ela publica vídeos sobre roupa, maquiagem, fenômenos da cultura popular e outros diversos assuntos para um público que tem entre 12 e 21 anos de idade. O canal conta com mais de 800 mil seguidores e cerca de 81 milhões de visualizações em cada vídeo. A jovem pesa pouco mais de 27 quilos, se considera bonita e dentro dos padrões de beleza, incentivando dietas e magreza extrema. Em entrevista a uma emissora do país, a própria mãe da youtuber já admitiu que a filha se recusa a comer e está cada vez mais magra e fraca.

 

youtuberReprodução Instagram

Em outubro, o desabafo de uma ex-modelo de Fortaleza abalou o mundo da moda brasileiro e colocou sob os holofotes a pressão sofrida pelas tops. Délleny Mourão, 20 anos, publicou em seu perfil do Facebook diversos motivos para justificar a desistência das passarelas. Entre as alegações, a denúncia de que ela e outras modelos eram obrigadas a emagrecer de diversas maneiras nada saudáveis e de práticas absurdas que as colegas faziam para perder medidas, chocaram os usuários e repercutiram na imprensa.

Em entrevista ao blog, a modelo contou que a intenção da publicação foi de expor o que acontece e alertar que nem tudo é um conto de fadas como a maioria das meninas que tem o sonho de ser modelo pensa.  “Hoje escutei de um psicólogo que se você guarda uma coisa que você precisa falar, você se auto destrói. Foi isso que fiz sem nenhuma intenção, foi um desabafo”, relata a jovem. O post já conta com 70 mil reações e cerca de 7.125 compartilhamentos.

 

foto-dellenyReprodução Facebook

DESABAFO: PORQUE NÃO QUERO MAIS SER MODELO!

Quero deixar claro que não sou de expor minha vida na internet, porém, nessa situação que vivo preciso e tenho que relatar e fazer um textão SIM sobre isso…

No dia 17 de agosto minha ex agência de São Paulo (não citarei nomes) cancelou meu contrato por um único motivo: NUNCA ESTIVE NAS MEDIDAS. O diretor da agência (scouter/olheiro) me propôs passar um ou dois meses em casa para não acumular mais dividas (pois não trabalhava em São Paulo e não conseguia pagar o aluguel). Então, aproveitaria e tentaria entrar nas medidas, e quando voltasse viajaria para Milão ou Los Angeles, conforme ele me disse. Então aceitei.

No dia 7 de Junho voltei para Fortaleza. Todos os dias me matava em exercícios e com uma alimentação pobre fiquei doente, anêmica e junto veio um outro ângulo sobre o mundo da moda. Todos os dias me perguntava se esse sacrifício valia a pena. Completei meus 20 anos em agosto e não consegui comemorar pois estava muito deprimida, sabia que essa idade era demais para a moda, estava além de gorda, “VELHA” para eles. E então como eu já sentia, recebi um e-mail avisando sobre o cancelamento e sobre um tal prazo vencido, algo que NUNCA me foi avisado. Fiquei quase dois meses sem sair de casa, estava muito deprimida. Era um sonho que foi embora sem eu nunca pude ter a oportunidade de apresentar.

Confira o texto na íntegra AQUI 

Assim como Délleny, muitas modelos sofrem de transtornos alimentares pela pressão de emagrecer a todo custo e conquistar um padrão de beleza ideal. Infelizmente essa situação também se repete com muitas adolescentes que estão longe do mundo da moda. Os transtornos alimentares são um perigo real e a mídia de certa forma tem valorizado a busca pelo corpo perfeito: magra, alta, barriga negativa, entre tantas outras características inalcançadas. Todavia, muitas pessoas que já passaram por isso ou que tem consciência da gravidade do assunto, não medem esforço para tentar ajudar quem precisa. O famoso Youtuber Felipe Neto publicou um vídeo em companhia da jornalista Mirian Bottan falando um pouco sobre os transtornos alimentares que a amiga sofreu e criticando o poder de influência das redes sociais e das chamadas “musas fitness”.

Confira o vídeo:

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