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O documentário 'Sem_roteiro.doc' traz premiação para o Jornalismo IPA

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O  IPA venceu na categoria Cinema Audiovisual Experimental, no 25º Set Universitário, com o trabalho 'Sem_roteiro.doc', dos alunos Raphael Oliveira, Gabriel Marçal, Eduardo Cardozo, Marilia Cancelli, Carlos Eduardo de la Rocha e André Freitas, sob a orientação dos professores Léo Flores Vieira Nuñez e Luciana Kraemer.

Sem_roteiro.doc foi um documentário que iniciou com enorme empolgação por parte dos estudantes. "Eu comecei a viajar nas ideias, o grupo começou a topar e me incentivar: 'Beleza, vamos fazer uma coisa louca', conta Raphael Oliveira, aluno de jornalismo e diretor do filme. "Após a aprovação do projeto, a primeira dificuldade encontrada foi com o desenvolvimento do roteiro". E explica: Documentário é uma coisa da hora, tu vais saber o que o pessoal vai falar só na hora. Tu não tens como prever, tu não tens como dizer: 'olha, eu quero que tu digas isso'. Mas uma reviravolta, segundo o diretor, mudou o tema do documentário: "Inicialmente a gente queria fazer um filme sobre japoneses que vieram do Japão para morar no Brasil, em Porto Alegre e regiões. E a gente acabou fazendo um filme sobre como foi fazer um filme sobre os japoneses que vieram do Japão pra morar no Brasil".

O estudante do sétimo semestre, Carlos Eduardo de la Rocha, que atua como repórter e apresentador na TV Pampa, explicou melhor como se deu a mudança súbita de foco do documentário: "Pesquisamos, ligamos pra muita gente e buscamos fontes. O Raphael fez longos passeios procurando os 'japoneses originais', até que a professora Luciana Kraemer nos abriu os olhos e disse que esta era a nossa história, ou seja, justamente a busca por ela".

A estudante do 6º semestre de jornalismo, Marilia Cancelli, que se identifica como militante feminista socialista, explicou como foram as discussões e o processo de produção do documentário: "Algumas discussões eram intermináveis durante as aulas - que não levaram a nada, diga-se de passagem  - indefinições sobre trilha sonora, edição e tudo que pudesse aparecer. Acho que a palavra que descreve bem nosso processo de produção é 'incerteza'. Pois tínhamos incerteza sobre cada etapa do processo".

Outro integrante do grupo, Gabriel Marçal, deu mais detalhes sobre o trabalho: "Tivemos muitos contra tempos, com o perdão da redundância, a falta de tempo, a falta de fontes, a dificuldade de ter que contar com o equipamento da faculdade". E complementou: "uma coisa acho que vale ressaltar. Desde o começo do curso, eu e principalmente o Raphael, tentamos fazer trabalhos "diferentes" e sempre nos deparávamos com professores que tentavam deixar quadradas as nossas ideias. No semestre de documentário foi ao contrário. Tanto o Léo quanto a Kraemer nos deram carta branca para por as ideias para fora, isso pra mim foi fundamental para o documentário ser o que foi".

Raphael relatou como aconteceu a finalização do documentário: "A gente nem tinha expectativa de que fosse terminar o filme. Chegamos numa parte que não sabíamos como terminar o filme". E concluiu: "A gente procurou no Google para saber como se termina um documentário'. Aí veio uma página desses sites de besteira 'como terminar um filme de maneira épica'. Era um cara de um filme japonês, dando um tiro no outro e explodindo. Mas o explodir era de uma maneira muito grotesca... E acabou entrando no filme a cena da explosão, só que de uma maneira que casou com o filme". 

Gabriel Marçal revelou ter ideia da grande concorrência na Mostra Competitiva, mas reconheceu que não acreditava na possibilidade de vencer a categoria. Já para Carlos Eduardo de la Rocha, o resultado do filme foi bom: "À exceção do Raphael, pelo seu estilo comedido, acho que todos sabíamos que o resultado final ficou muito bom. A edição estava criativa e dinâmica. Enfim, considerando isto, além de o tema ser um tanto alternativo em relação às nossas referências, eu sempre pensei que tínhamos chances e que não custaria nada tentar. Afinal, concorrer no Set Universitário é bom para os alunos, professores e também para a instituição".

Raphael soube da conquista somente após chegar em casa, ao consultar o site do Set Universitário. Como a premiação ocorria em horário de serviço e de aula, nenhum dos integrantes do grupo pôde ir. Gabriel Marçal recebeu a notícia pela internet, através do celular: "No primeiro momento não dei tanta importância, mas depois a ficha foi caindo. Esse tipo de coisa é bom, porque mostra que talvez estejamos em um caminho certo, talvez ainda haja uma esperança pra nós".

Marília Cancelli explicou que o seu sentimento em relação ao documentário é de que ele estava 'muito bom', e por fazer parte dele, "era uma visão com emoção, mas também com razão". Já, Carlos Eduardo de la Rocha, conclui: "Senti que merecemos. Esta afirmação pode soar como arrogância, mas com toda a certeza não é. Penso isso por todo o trabalho que tivemos, a produção de cada um em diferentes funções, a satisfação em ver os colegas gostarem do teu trabalho. Eu não sabia quais eram os concorrentes e se eles eram melhores ou piores, mas sabemos que fugimos do tradicional".

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