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Expointer

Drones invadem o campo e auxiliam no aumento da produtividade

Drone 01 Invasao Carol RiccoFoto de Carol Ricco

Uma nova tecnologia tem proporcionado melhores resultados à agricultura de precisão. Originalmente, ela foi projetada com objetivos militares, para atuarem em ambientes ou situações de extremo perigo para o ser humano, como reconhecimento em território inimigo, buscas em lugares contaminados com substâncias tóxicas que seriam letais para os humanos e ainda empregados em combates aéreos.

No Japão, por exemplo, quando do acidente em Fukushima, foram usados para capturar imagens do interior dos reatores danificados e estimar danos e estratégias de contenção dos vazamentos. Para o ramo audiovisual é a atual ‘vedete’. Fotógrafos e cinegrafistas, os utilizam com uma câmera acoplada para conseguir fazer imagens de ângulos aéreos. Eles são os drones.

Os drones são equipamentos que usam uma tecnologia similar a dos clássicos veículos de controle remoto, como os aviões de aeromodelismo. São produzidos com materiais resistentes e comandados à distância através de sinais de satélite ou via rádio. O equipamento teve popularidade crescente no final da primeira década dos anos 2000, quando passaram a ser utilizados por civis para fins de entretenimento.

Atualmente, são realidade também no campo e fortes aliados do produtor rural. É do céu que alguns agricultores passaram a gerenciar as suas plantações. Ao sobrevoar a plantação, o drone, através de imagens captadas por câmeras acopladas a ele, pode realizar o mapeamento do solo, identificar zonas de erosão, o estado nutricional das plantas, falhas de plantio e identificar doenças e pragas, tudo dependendo do tipo de câmera utilizada. As imagens captadas pelas câmeras são interpretadas por softwares e a partir disso, o agricultor pode tomar a decisão de manejo mais adequada a cada diagnóstico.

O uso do drone garante uma avaliação qualitativa, além de permitir um melhor aproveitamento do tempo de trabalho do agricultor. “Onde eu levaria uma semana para inspecionar [no método tradicional], com o drone, eu levo 20 minutos”, destaca o engenheiro agrônomo Paulo Rosa, que também é instrutor do SENAR e tem apresentado aos visitantes da Expointer as novidades relativas a este método de trabalho no campo.

E uso não fica apenas no diagnóstico, a empresa gaúcha Sky Drones, desenvolveu o modelo Pelicano, com o objetivo de ser utilizado na pulverização das lavouras. O modelo de aeronave permite ao agricultor dispersar até sete litros de produto por voo. O dispositivo automatizado permite voos pré-programados. Entre 10 e 15 minutos é possível realizar uma cobertura de até 20 hectares, dependendo das condições climáticas. Embora ele possa atingir até quinhentos metros de altura, a ideia é que o voo seja feito de um a três metros acima da plantação, evitando assim contaminação em plantações e locais vizinhos à aplicação, e permitindo que o produto seja aplicado diretamente no local mapeado, sendo mais preciso e reduzindo a quantidade de defensivo utilizado.

Na Expointer, os visitantes puderam tirar dúvidas e conhecer melhor como funciona a agricultura de precisão com uso de drones. Rosa destaca que o valor dos equipamentos no mercado podem variar entre R$ 5 mil e R$ 30 mil reais.

Drone 02 Invasao Carol RiccoFoto de Carol Ricco

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