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Campanha contra Fake News busca a adesão de estudantes de Jornalismo

87039891 2401931299911237 8217090340755079168 oFoto: Divulgação/ARI

A acadêmica do curso de Jornalismo Daiana Garcia aderiu à campanha “Menos Fake News Mais Jornalismo”, promovida pela Associação Riograndense de Imprensa (ARI). A estudante trabalha na redação do jornal Correio do Povo, que está participando do movimento impulsionado pela entidade. Para Daiana, notícias falsas se combatem por meio da informação bem checada. “Entrevistas com fontes confiáveis e produção de conteúdo que expresse, com seriedade e compromisso social, a essência e verdade de uma pauta”, salienta.

A Superintendente da ARI, Thamara Costa Pereira, explica que a campanha surgiu após uma reunião sobre a forma indiscriminada e inconsequente de como as pessoas usam as mídias sociais. “É uma tentativa de chamar a atenção da sociedade para a gravidade desta questão. A divulgação de informações inverídicas traz inúmeros problemas para todos com já sabemos. Isso acaba atingindo em cheio o trabalho da imprensa de um modo geral”, destaca. Segundo ela, a campanha é uma forma de esclarecer sobre os riscos das notícias falsas. “As notícias falsas são invariavelmente mais atraentes do que as publicadas em grandes veículos. Com isso, as pessoas menos preparadas preferem aceitar as histórias mais criativas. Até algumas pessoas com formação caem no encanto das fake news ”, ressalta.

Thamara esclareceu também como será feita a divulgação da proposta, que procura envolver mais os acadêmicos. “Muitos jornalistas já vestiram literalmente a camiseta e fazem divulgação em suas redes sociais. A ARI aproveita para divulgar este material. A ideia agora é atrair os estudantes de Jornalismo para também vestirem a camiseta e provocá-los para que também tragam suas contribuições para a campanha”. Daiana afirma que o trabalho na redação do Correio do Povo lhe proporcionou abraçar o projeto. “Os jornalistas com quem trabalho são engajados com a campanha e comprometidos em produzir notícias bem apuradas, levando aos leitores informações objetivas, verdadeiras e com credibilidade”.

Para a estudante, as fake news são preocupantes pois “mesmo com a discussão em torno ainda há pessoas que acreditam e compartilham mentiras disseminadas através das redes sociais.” Daiana diz que sempre analisa as fontes antes de compartilhar notícias. “Se a matéria vier de algum veículo de comunicação desconhecido ou com pouca credibilidade, pesquiso sobre o assunto em plataformas jornalísticas de confiança, para saber de fato se a notícia realmente procede. Somente após essa checagem, eu decido se vale ou não compartilhar o conteúdo nas redes”. Conforme Thamara, essa conscientização dos leitores na busca correta da informação é a parte mais difícil. “As pessoas estão cada vez mais sozinhas com seus smartphones, mas a um toque de entrar em contato com multidões. E o prazer de contar uma história em primeira mão é mais comum do que imaginávamos. E não é prerrogativa dos jornalistas. Porém, com uma imensa diferença: os profissionais de imprensa são preparados para checar todas as informações que chegam à sua mão, buscando uma ou mais versões. É isso que faz uma informação virar notícia. A notícia é sempre verdadeira”, enfatiza.

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