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I Jornada Acadêmica IPA

Mesa de Atualidades aborda as mudanças nas relações de trabalho

Fotos dia 20Foto: Arquivo Pessoal

A I Jornada Acadêmica IPA encerrou com um debate sobre empreendedorismo e as novas relações no trabalho. A Mesa de Atualidades contou com as participações do engenheiro Marcos Heleno de Oliveira Jr., presidente do INMETRO, do professor Vladimir Milton Pomar, profissional de Marketing, e a mediação da jornalista Marta Sfredo. O evento foi transmitido pelo Facebook do IPA, na noite de quarta (21).

O Reitor, Prof. Dr. Marco Wesley, cumprimentou os participantes. “Que alegria iniciarmos essa atividade de finalização da I Jornada Acadêmica do IPA. Passou muito rápido. Domingo estávamos iniciando as atividades e hoje estamos aqui, fechando esses dias tão importantes para todos nós”, declara. A Profa. Andrea Moreira, Coordenadora da Graduação, agradeceu o empenho de todos para a realização do evento. “Esses três dias foram muito intensos e foram muito bons. A Jornada mostrou como somos fortes e fazemos as coisas bem feitas. Eu só tenho a agradecer professores, coordenadores e alunos”, afirma.

Iniciando a atividade, o Reverendo Roberval Trindade fez uma reflexão sobre conhecimento e espiritualidade. “A questão do conhecimento é essencial. Quando o ser humano consegue se aprofundar na ciência, sempre contribui para o melhor ritmo de vida. E junto com o conhecimento existe a questão do cultivo espiritual. Nós precisamos juntar esses valores, que nos trazem a humanidade, a benção para gente viver a paz e o bem”, pondera.

A jornalista Marta Sfredo agradeceu o convite para mediadora do debate e apresentou os convidados. “É bom ver essa energia toda, nesse momento que está muito difícil para todo mundo. Mas, a gente tem aprendido a empreender e se reinventar todos os dias. A participação do Marcos Heleno e do Prof. Milton Pomar vão nos ajudar a ver esse novo momento”, observa.

Fotos dia 20 1Foto: Arquivo Pessoal

O presidente do INMETRO, Marcos Heleno apresentou o trabalho desenvolvido pela instituição. “O INMETRO é muito conhecido por umas das atividades que realiza. Mas, é pouco conhecido também, porque têm uma plêiade de atividades em que está presente. Ele foi criado na década de 1970, dentro de um projeto que preparava para a concorrência dos produtos manufaturados”, explica. Marcos lembra que, nessa época, a indústria do país estava em transição e necessitava de um impulso. “Resolveu-se unir, dentro de uma mesma instituição, tudo que pudesse fortalecer as empresas nacionais. O DNA do INMETRO é um projeto de apoio ao setor produtivo. Essa ligação com o empreendedorismo está na origem da própria instituição”, revela.

O engenheiro relata que a organização está realizando um planejamento estratégico, a partir de uma reflexão sobre qual a contribuição do INMETRO para a sociedade. Segundo Marcos, essa fase representa as duas principais atuações da instituição: o apoio tecnológico às organizações e ao funcionamento do mercado, ambos relacionados ao empreendedorismo. Ele também menciona os desafios enfrentados pelo INMETRO, destacando a globalização e a indústria 4.0. “A globalização faz com que a concorrência internacional seja cada vez maior e nós temos que estar preparados para competir dentro dessa nova realidade. A chamada indústria 4.0 tem duas características fundamentais: a inovação surge com muita rapidez e tem uma amplitude muito grande. Hoje, rapidamente um produto é concebido e disponibilizado”, salienta. Conforme o engenheiro, isso causa impacto no comércio e nos novos modelos de negócio.

O especialista em Marketing, Vladimir Milton Pomar, compartilhou sua experiência como autônomo e falou sobre as dificuldades na área da Comunicação. “Estamos enfrentando um movimento novo nas relações de trabalho. Nos últimos anos, temos esse debate sobre a mudança no chamado mundo do trabalho. É uma realidade que eu venho trabalhando há algum tempo, pensando em quem está se formando e quem acabou de se formar”, relata. 

Vladimir ressalta que é preciso esclarecer sobre o empreendedorismo. “Quando se fala de empreendedorismo, se fala como se todo mundo fosse ser empreendedor. Eu acho que empreendedor de verdade, para mim, é o agricultor, porque não tem alternativa de buscar emprego e às vezes não tem mercado”, revela. Para ele, é preciso compreender que o mundo do trabalho como se conhecia, mudou. “Essa ideia que eu vou me formar jornalista e vou trabalhar numa rádio, televisão, num jornal ou revista, acabou. Na área de comunicação houve uma revolução. Pouquíssimas publicações impressas, a maior parte está no virtual. Uma diminuição da necessidade de mão de obra, e isso em todos os setores. O trabalho como a gente conhece está acabando”, ressalta.

O pesquisador, especialista em assuntos e negócios com a China, salienta que o desafio desse “novo mundo do trabalho” é ensinar os jovens a vender. “A gente ensina os estudantes a produzirem e não ensina a vender. Ninguém que faz curso profissional para vender, só para produzir e prestar serviço. E no mundo que a gente tem agora, ou você vende o seu trabalho ou está lascado…”, afirma. Ele entende que as universidades devem começar a preparar os alunos para venderem o próprio trabalho, para estabelecerem relacionamentos profissionais e networking. “As pessoas ficam preocupadas em serem boas no que fazem e não em vender bem o que fazem. Essa é uma questão decisiva. Nesse momento que a gente está, as pessoas precisam ser preparadas para a vida prática”, destaca. E aconselha: “Leia sobre sua área, leia sobre as áreas vizinhas, leia sobre tudo. Quem lê muito, quem está vendo o que está acontecendo, tem ideias. E quem vai vender o trabalho tem que levar um projeto, uma proposta, uma ideia”, assegura.

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