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Happy Hour da Comunicação encerra Universo IPA

fachel1Foto: Arquivo Pessoal

As semanas de intensa programação do Universo IPA finalizaram nesta terça (15) com a live dos cursos de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda. Os convidados Flávio Fachel, jornalista, e Carlos Kober, jornalista, publicitário e diretor artístico, falaram sobre a Comunicação ser a profissão do presente e do futuro. Na mediação do bate papo, a coordenadora Profa. Dra. Valéria Deluca e do Prof. Dr. Fabio Berti.

Flávio Fachel afirma que é preciso entender que o jornalismo não acabou, como tem se falado. Ao contrário, ele nunca foi tão necessário como nos dias atuais. “A gente está vivendo hoje um momento espetacular, que começou quando a internet e as redes sociais entraram na vida das pessoas. Grandes empresas criaram redes que nos dão a sensação de falar com todo mundo, e na verdade, a gente fala com quem o algoritmo determina”, destaca. Ele explica que com a internet, o processo jornalístico de construção da notícia baseado na técnica e apuração de fontes, passou a ser feito por muitas pessoas, sem o cuidado de se aproximar da verdade. “Isso cria para muita gente a sensação de que você não precisa mais do que se instituiu como mediador. E o jornalista é isso, uma espécie de mediador”, salienta.

O jornalista afirma que se está vivenciando um momento de transformação, com um papel fundamental do Jornalismo. “Mesmo no meio dessa suposta crise de fim do Jornalismo, as pessoas recorrem ao jornalista quando têm dúvidas. A pandemia trouxe para a Comunicação Social a certeza de que o trabalho jornalístico é mais necessário do que nunca”, assegura. E defende: “O jornalista vai continuar indo atrás da notícia, vai continuar fazendo o seu trabalho. Independentemente de haver grupos que gostam ou não, porque essa é a nossa obrigação social. A gente vai continuar fazendo isso. É o único lugar onde a sociedade tem hoje para buscar informação apurada”, garante.

Fachel também contou um pouco sobre suas experiências como repórter na TV Amazônia (afiliada da Rede Globo). “Andei por todos lugares, cobria Acre, Rondônia, Roraima, Amapá e Amazonas. Fui o único repórter cobrindo um terço do território nacional. Como experiência jornalística, foi uma das melhores que eu pude passar, porque contava muitas histórias bacanas”, relata. Segundo ele, é preciso conhecer mais o norte do país, para entender o que realmente acontece na região.

fachel2Foto: Arquivo Pessoal

O publicitário Carlos Kober também é formado em Jornalismo. Como diretor artístico, tem participações em centenas de projetos e compartilhou um pouco de seu entendimento sobre comunicação. Para ele, o comunicador precisa estar sempre preparado, pois numa transmissão ao vivo tudo pode acontecer. “Uma coisa que a gente aprende com as novas tecnologias é que não tem interatividade cem por cento. Se alguém falar durante o que eu estou falando, vai se perder. E isso é uma das características da linguagem”, ressalta.

Kober destaca que na comunicação é preciso saber lidar com todas as ferramentas e estar disposto a aprender. “Quando era estudante, fui para o estúdio e aprendi a fazer tudo: usava a câmera, editava, produzia, dirigia, entrava com microfone fazendo a reportagem e botava o programa no ar. Quando o repórter está na rua com seu celular, ele faz a mesma coisa: é ‘multi homem’. E qual é o ponto? Não importa a tecnologia, importa o ser humano, a criatividade”, analisa. E salienta que sem educação, isso não é possível. “As pessoas dizem: ‘não precisa diploma, não precisa estudar, faço isso tudo sozinho’… Não consegue, porque precisa ser criativo. E só se consegue ser criativo, se você está num ambiente efervescente, num ponto de ebulição que as coisas acontecem e começam a puxar outras. A plataforma não importa, importa o ser humano que opera a plataforma”, ressalta. Por isso, o publicitário acredita que o aluno deve ser incentivado a descobrir aquilo que gosta, com o que quer trabalhar e, assim, achar sua identidade.

Aluno do colégio IPA, Kober relembrou a importância da instituição na sua formação. “Não é à toa que a gente está num ambiente que tem o passado, o presente e o futuro. Na minha época não tinha isso de ser comunicador. Eu estava sendo preparado para ser advogado, médico ou engenheiro. O IPA tem uma coisa que é o espírito ipaense, que faz com que os sonhos se tornem realidade e entrou com uma coisa muito séria chamada liberdade com responsabilidade. A gente aprendia isso. A gente ia para sala de aula e não tínhamos apenas aula, tínhamos uma lição de viver, da vida real”, recorda. 

Ele finalizou a participação no bate-papo tocando o hino da Instituição em uma gaita de boca. “O espírito ipaense não morre, está vivo até hoje. A gente tem que estar de olho no passado, com os pés no presente e pensando no futuro. E aqui estamos”, reitera.

Para assistir ao bate-papo com a participação de Flávio Fachel e Carlos Kober, clique aqui.

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