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Geral

Palestra com presidente da ARI trata sobre a comunicação em tempos de crise

 MG 5177Foto: Gregory Alvanoz

Em tempos de crise, os meios de comunicação tornam-se objeto de estudo pelos profissionais e estudantes da área para entendimento do momento que se passa, e para buscar alternativas de resolução do quadro conflituoso que se apresenta no Brasil. Por convite do Prof. Ms. Renato Sagrera, o presidente da Associação Rio-Grandense de Imprensa (ARI), João Batista Filho, palestrou sobre o papel da imprensa na atual a crise política e econômica, contextualizando o presente com momentos vividos na sua longa carreira na Comunicação.

Após a renúncia de Jânio Quadros em 1961, Batista Filho foi o responsável pelo credenciamento de jornalistas na Rede da Legalidade, que defendia a manutenção da ordem jurídica. Durante os anos de chumbo da Ditadura Militar, Batista Filho foi removido da Faculdade de Ciências Sociais por conta de suas opiniões contra o regime totalitário que se instalara no Brasil. Ele passou a trabalhar em homônimo por conta do terror criado pelo exército aos ‘subversivos’ do sistema e permaneceu engajado na militância contra a ditadura.

De acordo com o palestrante, a imprensa brasileira tem a obrigação de comportar-se de forma ética ao relatar o atual contexto em que o país está inserido. A crise ética e moral, presente no Brasil, apresenta uma oportunidade de ver as diferenças, apresentá-las e escolher novos caminhos, para constatar e modificar os costumes que propiciam o comportamento em busca de um ganhar vantagens sobre os outros, culturalmente presente na população brasileira.

Ainda tratando sobre imprensa, o presidente da ARI destacou que a imprensa está se modificando por inteligência e por instinto desobrevivência ao perceber mudanças no perfil do público consumidor. O palestrante vê essa mudança como algo positivo, pois a mídia, que antes tinha seu conteúdo ditado pelo capital dominante dos anunciantes publicitários, hoje passa a ter uma preocupação de apresentar a diversidade de opiniões e permitir a existência de contra argumentação. Mesmo os veículos comprometidos com o pensamento de seus patrocinadores, explica ele, não têm mais formas de deformar a atualidade. Com o avanço da internet como meio de comunicação, a mídia que manipula é facilmente identificada. Nas palavras de Batista Filho, “a verdade é indivisível e cabe a nós identificá-la”.

Ao ser questionado sobre a crise institucional presente no Brasil, o palestrante afirmou que o atual cenário político e econômico do país apresenta semelhanças com o início dos anos 60 do século passado – período que antecedeu o golpe civil-midiático-militar brasileiro – e alerta sobre os riscos de voltarmos a viver sob um regime conservador. O palestrante relembra que durante a ditadura militar que assolou a América Latina, o povo perdeu o direito ao livre pensar, assim como a imprensa teve suas liberdades podadas pelos órgãos de censura, implantados pelo Ato Institucional n°5, em 1968, durante o governo do general Costa e Silva.

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