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Seminário de Comunicação debate o uso das Plataformas Digitais

20160915scipalestra0001Foto de Daiana Berto

O Seminário de Comunicação Integrada encerrou com chave de ouro. A última noite do evento apresentou o painel que discutiu a Comunicação em Plataformas Digitais. Participaram Rodrigo Müzzel, editor digital de notícias do Jornal Zero Hora e Débora Sabidussi, media director da Agência Cadastra, com a mediação da Profa. Ms. Letícia Carlan.

Débora Sabidussi iniciou sua explanação com uma afirmação: “Quando pensamos em comunicação para uma marca, pensamos no consumidor final”. Explicou que assim são pensadas as campanhas de marcas como Vivo, Renner, Samsung, Gerdau, entre outros, todos clientes da agência onde atua. A Agência Cadastra, pela quarta vez seguida, foi considerada uma das melhores agências para se trabalhar no país, segundo a Great Place the Work, em pesquisa realizada em parceria com a Revista Amanhã.

Na sequência, a publicitária apresentou números sobre consumo dos internautas brasileiros e frisou da necessidade que os canais utilizados e campanhas conversem entre si para que se obtenha eficácia no objetivo traçado. Realizou uma breve explicação sobre as inúmeras ferramentas utilizadas em campanhas em plataformas digitais, tais como: e-mail marketing, paid search, comparadores de preço, mídia display, compra programática, retargeting, socialads, linkedinads e vídeos, focando no Youtube e brandchannel.

Rodrigo Müzzel detalhou a forma como a Zero Hora tem trabalhado na área digital. Ele destacou a forte influência do digital na prática diária do jornalismo. “Precisamos entender o que o leitor busca e como fazer isso chegar até ele. E, a chave disso tudo, está aqui”, disse puxando seu smartphone do bolso, exemplificando ser o canal do digital. Em sua fala, voltou ao fim dos anos 90, período em que tecnologias e a internet começavam a surgir no mercado de notícias e apresentou um apanhado sobre esse período para então voltar ao ano de 2016, que ele chamou de época da “(des)atenção”, devido à amplitude de conexões da atual geração. “Hoje as pessoas não precisam ir na banca comprar jornal, ligar o rádio ou a TT. Hoje ela só joga no Google”. Destacou, também, que diferentemente do fim do século passado, quando veículos concorriam com outros veículos, hoje disputam a atenção com centenas de outras alternativas.

Ele ainda salientou pontos que permeiam o mercado de notícias contemporâneo, como o acesso imediato sob demanda, filtro das redes sociais, menos audiência nos meios tradicionais, fragmentação e disputa com produtos não jornalísticos. Após detalhar a estratégia digital do veículo, que consiste em realizar a leitura do perfil de seu leitor, minuciou como funcionam as ferramentas utilizadas, como o site/mobile site, app ZH, Jornal Digital ZH, newsletter’s e pushes.

Expôs de forma prática como ocorre na redação digital de Zero Hora um dia de grande movimento noticioso, usando como exemplo, um dia onde é deflagrada uma etapa da operação Lava Jato. E, salientou o quão mutável é hoje o trabalho nas redações, destacando que o propósito do jornalismo realizado é o mesmo, de apurar, checar e levar informação de qualidade, mas que, no entanto, é preciso que se mude a rota a todo instante. “Hoje um dia no jornalismo pode ter infinitas entregas e infinitos começos. Isso acontece por que o mercado está assim, o consumidor age e consome notícias dessa forma”, disse.

 

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Fotos de Daiana Berto

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