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Eventos

Ensino por competências é tema de formação docente

Os professores do Centro Universitário Metodista IPA participaram do Seminário de Formação Docente 2017: Ensino e Aprendizagem por Competências. Durante a terça-feira (16), equipes pedagógicas, coordenadores de curso e professores assistiram palestras que trataram do tema ensino por competências. Em paralelo, os funcionários participaram do I Encontro de Capacitação Institucional. Os eventos foram organizados pelo Núcleo Discente, Docente e de Funcionários com o objetivo de oportunizar um espaço de reflexão, de discussão e aprimoramento profissional.

É uma tradição: os eventos no IPA iniciam com música. Durante o Seminário de Formação Docente 2017 não foi diferente. Professores do curso de música abriram as atividades. Em seguida, o Bispo Luiz Virgílio Batista Rosa, em sua fala, destacou que o momento não era apenas de reflexão da docência, mas sim de entendimento do Metodismo e do espaço que cada um ocupa neste contexto. O coordenador da Pastoral Universitária, Reverendo Roberval Lopes, por sua vez, destacou que o professor não é uma lista de conteúdos despejada sobre os alunos, mas sim um companheiro de caminhada que vai guiar o estudante em direção de seus sonhos. A reitora, Prof. Dra. Anelise Coelho Nunes, em seu pronunciamento, ressaltou que a instituição investe na formação e bem estar de professores e funcionários, com a intenção de aprimorar processos e resultados.

A primeira palestra teve como tema a Educação Superior em um currículo por competências e os desafios deste processo. A Prof. Dra. Margareth Fadanelli Simionato propôs uma reflexão sobre as formas de aprendizado. Apresentou alternativas ao ensino tradicional, questionando a necessidade de um ensino compartimentado e fechado. Ela salienta que esse formato antigo tende a limitar os resultados e, principalmente, o aprendizado dos alunos.

Ela destaca que a proposta de novas linhas educacionais percebem o aluno como fator ativo ao oposto de formas tradicionais que o viam como receptor passivo de informações. Margareth conclui dizendo que essas mudanças devem ser graduais, até para quebrar alguns conceitos enraizados nas instituições de ensino e nos próprios alunos.

No período da tarde, a Profª. Dra. Lucia Giraffa reiniciou as atividades com a palestra ‘Comportamento Contemporâneo e Cultura Digital’, onde se debateu o momento atual da tecnologia no ensino. “Estamos vivendo uma necessidade de rever conceitos. Coisas que estávamos acostumados a fazer vão ter que ser revisadas”, afirma Lucia. Ela explica que certos conceitos devem ser revistos como o fato de apenas os jovens saberem utilizar a tecnologia e os mais velhos possuírem dificuldade. Segundo ela, o problema não é a idade e sim uma decisão pessoal de desejar continuar aprendendo as novas tecnologias.

Outro ponto a ser discutido é sobre o uso da tecnologia nas salas de aula. “Os alunos sabem usar a tecnologia, eles só não sabem ainda como utilizar para estudar. Que vai ensinar como usar somos nós”. Ela também salienta que o aluno não procura o professor para aprender a usar a tecnologia, mas, pelo conhecimento específico na área de domínio. “Eles querem saber como esse conhecimento vai colaborar para eles poderem trabalhar”, conta.

A segunda palestra da tarde tratou do tema ‘Juventudes: Desafios Contemporâneos”, onde se abordou a situação atual dos jovens universitários. A Profª. Dra. Miriam Pires comentou sobre as dificuldades e possibilidades dos jovens. Um dos pontos tratados foram as extensas jornadas de trabalho que os jovens se submetem por baixos salários. “Assim, há uma inversão de conceito, no qual, atualmente, não há estudantes que trabalham, mas trabalhadores que estudam”, observa ela. O Prof. Dr. Cleber Gibbon, com quem Mirian compartilhou a palavra, trouxe o questionamento sobre a participação dos jovens para a construção do futuro e as incertezas que há neste processo.

A terceira palestra da tarde, ‘Práticas Investigativas Interdisciplinares’, conduzida pelo Prof. Dr. Ricardo Aveline, coordenador de Extensão e Ação Comunitária e de Pós-Graduação Lato-Sensu, tratou da importância da pesquisa científica e como o IPA está conduzindo este processo. O Prof. Dr. Edgar Timm, coordenador de Pesquisa e Pós-Graduação Stricto Sensu, apresentou a ideia de que na interdisciplinaridade deve haver uma quebra de paradigmas, ou seja, uma mudança nas formas tradicionais de se produzir conhecimento.

Em complemento, o Prof. Dr. Norberto Garin, coordenador do Mestrado Profissional em reabilitação e Inclusão, ressaltou que no momento que se produz um estudo científico há olhares de distintas áreas do conhecimento. Destacou que isso não apenas enriquece o conhecimento, como também, aqueles participam da pesquisa. A Profª. Dra. Caroline Dani, coordenadora do Mestrado Acadêmico em Biociências e Reabilitação, abordou a relevância das parcerias da universidade com empresas e instituições para a realização de pesquisas.

A última palestra do dia tratou do tema ‘Emoções, Competências e Valores’. O pesquisador e escritor, Prof. Dr. Gabriel Perissé abordou como o professor pode auxiliar o aluno compreendendo qualidades e limitações. Destacou que cada pessoa precisa procurar entender a si mesmo e suas emoções para que possa fazer o mesmo pelo próximo. “Não queremos passar ideias ou conhecimentos, queremos transformar as pessoas para que elas sejam o que elas são”.

Gabriel salienta que não há problema quando o professor não consegue sanar todas as dúvidas do aluno, pois isso vai contribuir para o desenvolvimento do conhecimento dele. “A dúvida e a curiosidade são as duas asas do conhecimento. Porque a curiosidade gera dúvida e a dúvida faz com que o aluno pesquise”.

 

Fotos de Daiana Berto e Evelin Schneider

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