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Cultura

Mulher-Maravilha: crítica SEM spoilers

maravilhaFoto: Divulgação

O Universo Cinematográfico da DC (Detective Comics) teve início em 2013, com a estreia de ‘O Homem de Aço’, que dividiu opiniões tanto pela escolha do ator Henry Cavill como Superman, quanto pela qualidade do filme como um todo. Desde então, surgiram os demais longas ‘Batman VS Superman’ e ‘Esquadrão Suicida’, ambos de 2016, que foram um balde de água fria para muitos fãs e colocaram em dúvida o possível sucesso dessa franquia. Agora, em 2017, o filme ‘Mulher-Maravilha’ é a última chance de recuperar a fé do público antes da grande estreia da ‘Liga da Justiça’, em novembro desse ano.

amazonasFoto: Divulgação

 

O início...

O longa começa apresentando a ilha grega de Temiscira, onde vivem as amazonas e, também, Diana/Mulher-Maravilha (Gal Gadot), princesa desse reino. As guerreiras vivem em paz desde que o Deus da Guerra, Ares, foi banido por corromper a raça humana com o desejo por violência e guerras. Contudo, as amazonas não sabem que o resto do mundo sofre com a Primeira Guerra Mundial até que o espião Steve Trevor (Chris Pine) cai com seu avião nas proximidades da ilha, onde é seguido por muitos inimigos alemães.

Após o primeiro encontro com Steve, Diana toma conhecimento sobre a guerra que ocorre e acredita que o Deus da Guerra está de volta e colocou novamente os humanos uns contra os outros. Assim, ela decide partir para esse mundo desconhecido e caótico acreditando que pode trazer o fim da guerra, matando Ares e devolvendo a paz ao mundo.

campoFoto: Divulgação

 

Personagens

Se havia dúvidas sobre Gal Gadot ser a escolha ideal para vivenciar a heroína, agora, em filme solo, fica evidente que temos uma grande Mulher-Maravilha para o filme da Liga da Justiça. A relação entre Diana e Steve funciona bem, tanto no romance quanto no amadurecimento dos personagens através de suas visões de mundo, levando questionamentos um para o outro sobre o certo e errado. Os demais heróis do grupo, em primeiro momento, aparentam ser significantes, mas têm suas histórias e possíveis bons dramas deixados de lado.

Um problema que tem atingido os filmes de super-heróis é a série de vilões mal trabalhados e nada marcantes. Em ‘Mulher-Maravilha’ não foi diferente. Apesar de ser compreensível do ponto de vista do roteiro, a maneira que utilizaram o personagem Ares, ainda assim, não deixa de ser aceitável a desvalorização do antagonista. Bem como, a imagem clichê de líder nazista que deram ao General Ludendorff (Danny Huston) e de cientista psicopata que ama fazer experiências perigosas desenhada para a Doutora Veneno (Elena Anaya).

mulher maravilhaFoto: Divulgação

 

O filme...

‘Mulher-Maravilha’ é um filme coerente em sua maior parte (tirando alguns momentos desnecessários ou clichês), que busca contar uma história simples sobre a  origem de uma super-heroína, aliás, a maior delas. O longa apresenta de maneira natural o choque cultural entre o estilo de vida de Temiscira e do mundo no início do século XX. Como consequência, mostra a visão da protagonista sobre o cenário daquele período e, também, contextualiza com o que vivemos atualmente. Isso acontece ora por piadas e situações engraçadas ora por momentos mais sérios que geram reflexão ao espectador.

‘Mulher-Maravilha’ é uma obra com boas cenas de ação, bem coreografadas e que dão um estilo de luta próprio para Diana e às amazonas. Todavia, o uso do CGI (computação gráfica) em determinados momentos causa incomodo por ficar muito óbvio que estamos assistindo um personagem digital e não uma pessoa de verdade. O filme foge da destruição exagerada e batalhas gigantescas como em Os Vingadores (2012) e O Homem de Aço (2013). Entretanto, na batalha final, o conceito de se trazer menos exageros cai e dá espaço para uma luta que destoa do restante do filme, tentando transformar a cena em um momento épico ao estilo Zack Snyder.

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