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Cultura

A Múmia: crítica SEM spoilers

tom e olhosFoto: Divulgação

Nos mesmos passos de DC (Detective Comics) e da Marvel, que criaram seus próprios universos cinematográficos, a produtora Universal, em uma nova tentativa de ressuscitar seus monstros mais famosos, desenvolveu também o próprio universo, o então recém-criado Dark Universe. Esse Universo vai contar com filmes dos mais celebres personagens do terror, entre eles: Lobisomem, Frankenstein e Drácula.  Para começar, ela voltou:  a Múmia.

cavernaFoto: Divulgação

No filme original de 1941, a história gira em torno do sacerdote do Egito Antigo Imhotep, cuja múmia é ressuscitada acidentalmente por um dos membros de uma expedição arqueológica. Imhotep ronda o Cairo aterrorizando a todos na busca da reencarnação de sua antiga amada, a Princesa Ankh-es-en-amon.

Na nova versão, temos uma antiga princesa do Egito, Ahmanet (Sofia Boutella), da qual o destino foi tirado e então, está mumificada. Apesar de estar sepultada em sua cripta, ela é despertada nos dias atuais por um ladrão de objetos antigos, Nick Morton (Tom Cruise). Com ódio acumulado ao longo dos anos, ela espalha terror desde os areais do Oriente Médio até os becos de Londres.

sarcofago
Foto: Divulgação

Na pressa de apresentar logo seu universo ao público, a Universal pecou muito em erros que levaram o filme a se auto-sabotar. Um deles é querer levar a nova franquia para o estilo Blockbusters. Todo mundo sabe que os blockbusters tem fórmulas prontas para serem realizados, mas já foi comprovado que não funciona para os monstros da produtora. (Vide a Última tentativa no longa ‘Drácula: a história nunca contada’, de (2014).

Infelizmente para os fãs (assim como esse que vos fala) que esperaram arduamente por esse início do Dark Universe, foi decepcionante ver um filme que tinha muito potencial na história, sendo desperdiçado com um roteiro escrito por várias mãos, sem identidade e muito superficial.  O longa que é o ponta pé inicial da franquia de monstros acabou se tornando uma aventura ao estilo do longa ‘Missão Impossível’ com cenas de ação, correria, com toques de horror e algumas pitadas de humor (sem graça, muitas vezes).

mumia e ratos
Foto: Divulgação

Outro ato falho foi tentar fazer do personagem de Tom Cruise algo dúbio, uma hora o salvador do mundo e em outro momento, o sem coração e o insensível. Isso tornou o Mocinho próximo a um canastrão, onde se viu apenas Tom Cruise sendo ele mesmo, e muitas vezes forçando um lado cômico que não faz seu estilo. Unindo o roteiro simples com o protagonista sem carisma, sem um apego do público, resultou em uma fuga dos mesmos da história e de todo o filme.

Acertos do filme...

Apesar de muitos erros, o filme tem seus pontos positivos, principalmente as cenas em que tenta passar a sensação de sombrio. Cenas que remetem ao horror visto no longa de 1941. As cenas de ação apesar de não se encaixarem no filme são bem feitas. Os personagens de Russell Crowe (Dr. Henry Jekyll), Annabelle Wallace (Jenny Halsey) e de Sofia Boutella (Princesa Ahmanet - A Múmia) são ótimos ganchos para o resto do universo.

mumiaFoto: Divulgação

Enfim, para o tão esperado início do Dark Universe, temos uma estreia morna, mas que pode ficar muito quente com os próximos filmes. Tudo vai depender se os responsáveis sobre os próximos longas não cometerem os mesmos erros que em A Múmia.

A Universal tem um grande potencial nas mãos, basta apenas não ter medo de inovar e trazer para seu Dark Universe o ‘DARK’ (trevas), não focar na ação, na comédia e nem na aventura. Os fãs literalmente querem que ‘toquem o terror’.

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