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Jornalismo

Que bom estar no Intercom!

intercom2017Os estudantes de jornalismo Andressa Souza e Mateus Charão. Foto: Ricardo Carreras

Quando estamos nos preparando para entrar na faculdade - tomando a decisão do que queremos ser quando crescermos - só pensamos no futuro após a graduação. Poucas vezes e poucas pessoas imaginam como será o tempo de universitário.

Nos falta percepção das oportunidades que poderão cruzar nossos caminhos neste período. Tive, neste feriado que passou (15 de junho), a maior experiência que a faculdade poderia me proporcionar. Participei da Intercom Sul na Universidade de Caxias do Sul (UCS). Quero compartilhar essa experiência, para mostrar-lhes o que é possível ainda na faculdade.

Ao chegar ao campus, tanto eu, quanto meu colega Mateus Ítor Charão, que também apresentou seu artigo, ficamos deslumbrados com o lugar. O ambiente era muito agradável. Sinalizações bem feitas e colaboradores simpáticos. Sem dúvida, a parte mais interessante deste tipo de evento são as pessoas que conhecemos. Sejam os que estão trabalhando para fazer a experiência do evento ser inesquecível ou os que irão partilhar a ansiedade de estar lá.

Meu artigo, O leitor na Era Digital: a interação e o compartilhamento de conteúdo no grupo do Facebook Clube do Livro, foi apresentado na Sessão 10, no dia 16, junto com mais seis artigos. O moderador da sessão foi o professor Fábio Muniz (PUCPR). E confesso, eu estava tão nervosa de como iria ser a apresentação, que fiquei muito surpresa com o que realmente aconteceu. Tudo foi tão natural. A cada novo artigo apresentado, uma discussão saudável surgia. E com ela, ideias e sugestões para um jornalismo cada vez mais preocupado com as questões sociais.

Duas apresentações, Linguagem e violência simbólica: Análise de discurso de duas reportagens sobre estupro de vulnerável do site G1, de Karen Krüger e Julia Mello; e A Representação do Jornalista na Obra Harry Potter a partir da Análise Crítica de Discurso, de Danieli Broch, me levaram a perceber e a expor para o restante do grupo, que a nossa geração de estudantes de Jornalismo é a que mudará o estereótipo do jornalista, que por muito tempo foi daquele preocupado com furo, considerado como insensível, até como vilão. Os trabalhos demonstraram que nós, estudantes e profissionais de comunicação, estamos preocupados em fazer do Jornalismo uma ferramenta para o bem social.

Outras percepções do grupo, muito discutidas, foram sobre as mudanças que o Jornalismo está sofrendo. Principalmente, com relação às tecnologias, das quais todos os artigos deram destaque. Os modelos de ensino de comunicação, como a padronização dos textos jornalísticos, dos quais não tem mais espaço no mercado de trabalho, também foram comentados. O moderador deu o exemplo do jornal impresso Gazeta do Povo, que teve sua última edição publicada em 31 de maio deste ano, para ilustrar todas essas mudanças.

Infelizmente, as sessões ocorrem simultaneamente, desta forma não é possível prestigiar outros colegas. Mas, pela amostra que tive o prazer de assistir, fiquei honrada de estar lá. Você, colega estudante de Jornalismo, pode fazer uma pesquisa para obter a melhor nota que for possível para concluir a graduação. Porém, nada será mais satisfatório do que prestigiar outros colegas ilustres e ter a satisfação de estar entre eles. Por isso, aconselho: almeje ir mais longe. Sempre digo: há duas coisas que ninguém pode nos tirar: investimento em educação e cultura. Invista nestas experiências.

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  • Danieli, a honra foi minha. Obrigada por prestigiar meu trabalho. Foi um prazer conhecê-la.!

  • Muito obirgada, colega Andressa! Seu trabalho também nos trouxe grande contribuições na discussão e troca de conhecimentos! Muito grata por dividir esse espaço contigo!

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