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Cultura, Multicultura

Transformers – O Último Cavaleiro: crítica SEM spoilers

optimus primeFoto: Divulgação

O quinto filme da franquia Transformers, com o título O Último Cavaleiro (2017), estreia em meio à baixa expectativa. Porém, o longa tem grandes responsabilidades, visto que é a despedida do diretor Michael Bay. Além de ser o fio condutor para as 12 sequências que a Paramount promete.

Infelizmente, erros conhecidos se repetem. O roteiro, novamente, deixa a desejar e ótimas ideias são perdidas. O elenco, que ganhou uma adição de peso com Anthony Hopkins, não é bem aproveitado. Os efeitos visuais, que antes eram inatacáveis, agora, pelo exagero, prejudicam o entendimento de falas.

lutaFoto: Divulgação

De início, o filme apresenta uma relação entre história real e fictícia. O que parece ser muito bacana, pois se utiliza de personagens como o Mago Merlin e os Cavaleiros da Távola Redonda, que permitem extrapolar a imaginação, dado o misticismo que os envolve. MAS, nada é o que parece. Mais uma vez, o roteiro repete ideias. Tal como, os humanos contra os Transformers, que, assim como em A Era da Extinção (2014), não foi explorado da melhor forma.

As outras ideias inovadoras ficam abafadas e não aprofundadas. Optimus Prime como vilão (não é spolier, pois está no trailer) seria uma revolução no enredo, quando unida à contrariedade dos humanos. Porém, tudo ocorre de forma superficial. Tanto o desenvolver da ideia como sua finalização. Assim, ao tentar mesclar o novo e o velho, a história fica ‘bagunçada’. Acaba por não ter grandes acontecimentos. Nem grandes vilões. Megatron e seus Decepticons são meros figurões.

transformerFoto: Divulgação

Para sustentar o enredo desordenado, novos personagens são introduzidos, tanto humanos como Transformers. Como exemplo, o personagem de Anthony Hopkins, que, a meu ver, deveria ser o grande elo da ideia central. De forma triste, sua atuação é apagada. Assim como Mark Wahlberg que, de novo, tem uma atuação medíocre. As suas expressões faciais não são coerentes com os acontecimentos. A importância do seu personagem é questionável, tanto que o próprio filme o satiriza, demonstrando que qualquer um poderia fazer o que ele está ‘destinado’.

Outras personagens que parecem ter grande importância são Izabella (Isabela Moner) e Vivian Wembley (Laura Haddock). No entanto, a primeira, que teve grande destaque no trailer, não passa de uma simples adição na tela. Assim como seus companheiros robôs favoritos. Já a segunda é, declaradamente, uma peça fundamental para o desfecho do filme. Entretanto, não passa de mais uma Megan Fox para dar uma romantizada com Wahlberg. O acerto no elenco ficou a cargo do Transformer mordomo. Um robô diferente dos vistos anteriormente. Cheio de ferramentas e habilidades surpresas, além do humor que alivia os erros do filme.

lutaFoto: Divulgação

Todos estes equívocos foram intensificados por efeitos visuais e auditivos. A saga sempre foi famosa e inquestionável no quesito efeitos especiais. Contudo, desta vez, o exagero foi um pecado imperdoável. O longa foi gravado, exclusivamente, em 3D, o que não combinou com o excesso de explosões. Unido à intensidade dos sons, há cenas em que não é possível compreender os diálogos, pois é difícil se concentrar no que está acontecendo. Tudo na tela se move aceleradamente.

Se O Último Cavaleiro tinha a responsabilidade de dar mais vida à franquia que vem decaindo, não atingiu seu objetivo. Muito pelo contrário. Para quem está perdendo a paciência em ter esperança, o novo filme soterra qualquer vestígio. No entanto, a Paramount afirmou ter, pelo menos, mais dois filmes contratados. Isto se confirma com o gancho que, ao interromper os créditos (Sim, interrompe. Não é antes nem depois. É no meio!), revela a missão do próximo filme.

Para saber mais sobre o futuro da saga, acompanhe as redes sociais do Multiverso e veja o vídeo Multicultura, em que fazemos um balanço de todos os filmes.

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