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Cultura, Multicultura

Dunkirk: crítica SEM spoilers

dunkirkFoto: Divulgação

Filmes sobre a Segunda Guerra Mundial, baseados ou não em histórias reais, trazem temas desgastados. Por consequência, a cada nova obra, é necessário reinventar. Assim, o diretor e roteirista Christopher Nolan, conhecido por seus trabalhos em ‘A Origem’ (2010) e na trilogia ‘Batman’ (2005 – 2012), traz um filme de guerra não convencional.

A história se passa em 1940, na cidade francesa de ‘Dunquerque’ (Dunkirk), onde ocorre a Operação Dínamo, também conhecida por Evacuação de Dunquerque. O objetivo era resgatar quatrocentos mil soldados ingleses que estão na praia da cidade sofrendo com o bombardeio alemão.

avioes dunkirkFoto: Divulgação

Para contar essa aventura, Nolan se utilizada de três narrativas, que se passam na terra, no ar e no mar. Cada uma ocorre em período de tempo diferente. Devido a isso, há um jogo de edição bem executado, mas que em uma ou duas cenas pode deixar o espectador um pouco confuso sobre a ordem da trajetória dos eventos.

tommy correndo dunkirkFoto: Divulgação

Em ‘Dunkirk’, apesar de alguns personagens serem apresentados, não há um protagonista, pois não houve a intenção em dar nomes aos personagens ou mesmo contar um pouco do passado deles. Logo, ocorrem poucos diálogos, alguns são até mesmo incompletos.

Naquele momento de caos e medo, todos são iguais. Cada um é apenas mais uma pessoa tentando sobreviver para poder voltar para casa. Desse modo, o longa gira em torno do fato histórico. Então, é possível dizer que o protagonista do filme é o próprio acontecimento em ‘Dunkirk’.

bombardeio dunkirkFoto: Divulgação

O objetivo de Nolan é transportar o público para o pesadelo que os soldados passam para poder sobreviver. A situação é angustiante, pois em nenhum momento do filme, eles estão seguros. A qualquer instante um avião bombardeiro pode surgir não dando a menor chance de proteção ou contra-ataque. Portanto, o espectador se sente oprimido ao ouvir o motor dos aviões do inimigo e diante do caos instalado, ele consegue experimentar por alguns instantes o que é estar em uma guerra. Para reforçar a sensação do público, a brilhante trilha sonora de Hans Zimmer, deixa o espectador em constante desconforto e alerta. Em certas partes do filme, o toque da trilha lembra uma espécie de relógio, indicando que o fim está próximo.

explosao dunkirkFoto: Divulgação

‘Dunkirk’ possui uma bela fotografia, cenas de ação excelentes e revigora esse gênero de filme com uma história e narrativa singular. Contudo, por não ser o padrão que o público está acostumado, quem assisti-lo, vai amá-lo ou odiá-lo. E, a falta de um personagem principal pode pesar negativamente no gosto do espectador. ‘Dunkirk’ pode até não ser considerado o melhor filme do ano, mas merece aplausos pela ousadia e inovação, sendo um bom motivo para ir ao cinema.

 

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