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Cultura, Multicultura

Planeta dos Macacos: A Guerra | Crítica [sem spoiler]

cesar e meninaFoto: Divulgação

O filme Planeta dos Macacos: A Guerra é, sem dúvida, a estreia mais esperada do ano. O último longa da trilogia traz, em seu desfecho, a excelência do cinema. O diretor Matt Reeves conseguiu o feito mais desejado por todo cineasta: fazer a sequência melhor que seu antecessor. Em uma palavra, o filme é SURPREENDENTE

Nele, mais uma vez, Cesar luta pela sobrevivência dos macacos, tendo como principal oponente o Coronel, interpretado por Woody Harrelson. Parece repetitivo? MAS, não é mesmo. O filme foge do roteiro pronto e garantido. Surpreende com plots muito bem costurados para a conclusão dos personagens e da trilogia.

macaco cavaloFoto: Divulgação

A história é tão bem desenvolvida que mistura humor com o drama já consolidado. E, a ação fica concentrada no psicológico do espectador. O diretor ariscou ao trazer um ritmo diferente, pois, com o título A Guerra, certamente, todos esperávamos muitos combates. No entanto, com toda essa façanha, não errou em nada.

Para atingir essa excelência, mais uma vez, conta-se com a interpretação indiscutível de Andy Serkis, como Cesar. É necessário ver os filmes anteriores para perceber a evolução do personagem. As expressões mais carregadas pelas perdas e o ódio mais palpável.

macacoFoto: Divulgação

Além dele, o filme apresentou um personagem muito marcante, o Macaco Mau (Steve Zahn). Ele se tornou percebível porque era o responsável pelas sequências de humor. Mas, sua participação vai além de apenas brincar em cena. O personagem carrega em si o impacto dos humanos sobre a espécie. Uma grande sacada do diretor ao colocar, em um único personagem, a opressão e a pureza.

Outra atuação de destaque é a de Woody Harrelson, que pode ser mal compreendida. Mas, a composição do personagem deve levar em conta o roteiro inesperado. A única ponderação em todo o filme é a personagem Nova, interpretada pela atriz Amiah Miller. A presença dela não interfere muito na história, a não ser pelo fato de humanizar mais Cesar.

planeta macacos guerraFoto: Divulgação

Com um roteiro estruturado e um elenco sincronizado, o filme só poderia se tornar uma verdadeira obra-prima com a tecnologia usada. A captação minuciosa de cada movimento dos primatas dá um realismo fantástico às cenas. Muito melhor que o anterior. Outra coisa muito bem selecionada (muita gente acaba gostando de muitos filmes por causa dela) é a trilha sonora. Ela não é mais protagonista que o resto, mas compõe, na medida certa, a ambientação.

Não ficarei espantada se Planeta dos Macacos: A Guerra levar alguns Oscars para casa. Pelo menos, o de melhor ator para Andy Serkis tem que sair. Este filme merece muito reconhecimento, pois é o resultado do que se vem construindo ao longo da trilogia. Estou quase determinando como o melhor filme que já vi, considerando todo o conjunto da obra, e as estatísticas sobre sequências.

Antes de entrar na batalha final, veja o nosso vídeo sobre o universo Planeta dos Macacos e relembre tudo o que Cesar e seus fiéis seguidores já passaram.

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