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Annabelle 2 - A Criação do Mal | Crítica [sem spoilers]

annabelleFoto: Divulgação

Hoje é impossível falar de terror e não citar o nome de James Wan. O diretor que começou com Jogos Mortais e Sobrenatural, é praticamente uma máquina de fazer dinheiro com filmes de baixo orçamento e que lucram milhões mundo a fora.  Após o estrondoso sucesso, James Wan desmembrou seu universo, partindo-o em inúmeros filmes que se derivaram daquele que, talvez, é o carro chefe, Invocação do Mal.

Uma dessas derivações é Annabelle, a boneca que serve como instrumento para algo maligno, roubou a cena em 2013, em Invocação do Mal e no ano seguinte após o sucesso, ganharia seu filme solo.  Com um orçamento modesto de 6,5 milhões, Annabelle arrecada 256 milhões mundialmente, mais um êxito para a carreira do diretor.

Mas como nem tudo que reluz é ouro, Annabelle pode ter arrebatado o público, mas não convenceu a crítica. Foram duros e ferrenhos os comentários dos especialistas sobre do longa.  Porém, todavia, entretanto, caros leitores, cinema é dinheiro, então, Annabelle ganharia sua sequência. 

annabelle e criancaFoto: Divulgação

A história                                                                                                             

Saído do forno como um bolo bem quentinho, o longa Annabelle 2 - A Criação do Mal, que estreou no último final de semana, está levando milhares aos cinemas. O novo filme que se passa antes do primeiro, conta a história de um criador de bonecas e sua esposa, que após a trágica morte de sua filha, recebem em sua casa uma freira e várias meninas de um orfanato que foi fechado. Elas, rapidamente (e rapidamente mesmo), se tornam alvo de algo maligno que se encontra na casa, junto com a presença de Annabelle, a boneca possuída que é uma das criações do anfitrião.

Explorar o início da história foi uma ideia genial, não só para atrair mais o público e deixar a trama mais atraente, mas também, para fechar grandes lacunas que ficaram abertas no roteiro do primeiro filme. Com um gancho que se conecta perfeitamente ao primeiro filme, enfim, Annabelle pode ter sua história, em partes verdadeiras, contada de forma coesa e conclusiva.  

Apesar de não ser dirigido por James Wan, suas características estão presentes no desenrolar do filme.  O diretor, David F. Sandberg (Quando Se Apaga as Luzes) fez questão de trazer a alma do universo Warren / Invocação do mal para o longa, essência que, visualmente, se perdeu no primeiro filme.

annabelle meninaFoto: Divulgação

Entre essas características particulares estão os já tradicionais jump scare (sustos jogados na tela), portas batendo, uma ambientação bem escura e sombria e uma paleta de cores fortes, para interagir com as cenas pesadas. Ângulos aberto e muito bonitos, sequência de cenas de terror muito bem elaboradas, mostrando que qualquer coisa pode acontecer e tensão na trilha deixam o telespectador sempre de sobreaviso de que algo pode ser arremessado em você.

 O diretor consegue manipular, com um excelente jogo de luzes e sombras, a tão conhecida imagem da boneca e o mal que a acompanha. A direção é segura e experiente, pontos positivos em relação à Sandberh, que manda muito bem no estilo terror. O suspense é muito bem usado nas cenas tensas que deixa a plateia com o coração acelerado. Mas, todo este clima é intercalando com cenas engraçadas, para dar uma aliviada na inquietude que o filme provoca.

annabelle meninaFoto: Divulgação

O elenco é um caso a parte, todos muito bem afinados, desde os mais experientes como Miranda Otto e suas pequenas partes, passando ao elenco infantil que já mostra a que veio. Destaque para Lulu Wilson, que rouba a cena quando aparece, dando aquela vontade de colocá-la em uma caixinha e levar para casa, por causa de sua adorável fofurisse. 

O filme não trouxe nada de novo, apenas usou e abusou do que foi feito, mas usou de muito talento e boas sacadas. Para os que conhecem o universo da franquia, há varias referências durante o filme. Isso fica claro para fechar o círculo que o une aos outros derivados, como as freiras, por exemplo. Enfim, o diretor conseguiu, com a ajuda de Wan, que dessa vez apenas produziu, dar uma sobrevida à Annabelle, inserindo-a de vez no hall de filmes de terror.

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