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Expoagas 2017: Potter aborda a inovação na comunicação

expoagas palestra potterFoto: Ramiro Gasañol

O painel AGAS Jovem contou com a presença do jornalista Luciano Potter. Em um papo descontraído, ele abordou os desafios de quem não quer ficar parado em meio à mudança constante da sociedade. O jornalista apresentou cases de reinvenção e atualização de produtos e formatos do mercado nas últimas décadas.

Por ser profissional da comunicação, Potter centrou sua apresentação na área em que está inserido. Começou destacando o poder dos GIFs para propagar informações. “Um GIF pode dizer muita coisa sobre o mundo”, comenta. Ele também demostrou que o formato pode contribuir com o jornalismo, como por exemplo, o que foi usado nas provas de natação dos Jogos Olímpicos de 2016 e cenas da destruição em Alepo, na Síria.

O fio condutor da palestra foi a ideia de entender o cenário e o mundo ao redor, antes de fazer qualquer tipo de mudança. Segundo o jornalista, mesmo que o instinto seja o de desistir de tudo e investir em um projeto promissor, esse movimento não pode ser realizado sem um estudo prévio de cenário e das possibilidades.

Seguindo esta linha de raciocínio, trouxe aspectos sobre a inovação. Apresentou exemplos de formatos que se adaptaram à mudança. Citou o mercado dos videogames como um exemplo de ramo que soube compreender o que acontecia ao redor e como é possível se adaptar a esta nova realidade. Ele explica que foi um caminho diferente da música, que precisou ver as grandes gravadoras quebrarem para compreenderem que o futuro estava na portabilidade.

Potter apresentou também como a Publicidade evoluiu. Usou como exemplo anúncios racistas do fim do século XIX até os dias de hoje. Destacou que a publicidade busca algo mais humano, sensível e ligado aos sentimentos do público e não apenas vender um produto. Ele acredita que atualmente, a publicidade por geolocalização é muito importante para a identificação do público com o produto ou marca.

Dentre as grandes mudanças vividas, Potter aponta o crescimento e a democratização da produção de conteúdo proporcionados pela internet. Esse maior espaço para criação, tirou o monopólio que os veículos tradicionais têm sobre o conteúdo e a informação. “Quando eu era guri, eu e meus amigos tínhamos que esperar os clipes na MTV e guardar os favoritos em VHS. Hoje, é só abrir o YouTube para ver o clipe que quiser”, diz o jornalista.

Entretanto, segundo ele, a internet não trouxe apenas mudanças positivas. As fake news são o grande problema atual para quem lida com informação na internet. Apesar disso, Potter vê de forma otimista este momento. Para ele, o jornalista nunca teve um papel tão importante na sociedade, afinal, esse profissional é altamente qualificado para filtrar as informações verdadeiras e trazê-las ao público. O jornalista destacou que 3,9 milhões de notícias falsas sobre a Operação Lava Jato foram compartilhadas contra 2,7 milhões verdadeiras, em 2016. “Seis entre dez pessoas não reconhecem o link falso. Das quatro que sobram, uma compartilha mesmo sabendo que é não é verdade”, comenta sobre o poder de multiplicação das fake news.

Potter finalizou destacando que errar não deve ser um medo e sim algo necessário para o crescimento. Ao invés de segurar um projeto por receio de falha, o ideal é soltá-lo o quanto antes para ter o feedback e saber o que deve ser feito para melhorar. “A dica é sempre conhecer o meio em que se está inserido antes de arriscar de fato”, complementa Potter.

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