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Ricardo Boechat: “a sociedade brasileira pegou gosto pela informação”

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Foto: Silvana Alves

Recentemente na capital, o jornalista e apresentador Ricardo Eugênio Boechat participou de um talk show que tratou dos cenários políticos para 2018. Jornalista há 46 anos, ele é o âncora do Jornal da Band e do programa Café com Jornal, atua na Band News FM e é colunista da Revista Isto É. Já atuou no O Globo, Estadão, Diário de Notícias, entre outros veículos.  O Multiverso participou do evento e conta o que pensa um dos jornalistas mais conhecidos do país.

Com a mediação do jornalista Renato Martins, Boechat iniciou o bate-papo comentando que o Rio Grande do Sul é um pedaço do Brasil que inspira o país inteiro. “É um prazer estar aqui”. Questionado sobre os rumos do Brasil em 2017, o apresentador brincou: “todos deverão concordar, 2017 terminará à meia-noite do dia 31 de dezembro de 2017. Essa é a única certeza que temos até o momento”, gargalhou ele, sob os aplausos da plateia.

Boechat criticou a forma de se fazer política no país e o financiamento de campanhas eleitorais. "Qualquer cidadão que deseja seguir uma trajetória profissional vai correr atrás, vai pedir para a família ajudar, vai trabalhar para bancar a sua faculdade. Agora, político não, ele banca a sua carreira, sua campanha e se elege as nossas custas. Por que precisamos bancar isso?”, questionou o jornalista. 

 Sobre a Lava Jato, o jornalista acredita que a operação ainda não está perto do fim e se diz otimista sobre o seu resultado final. "Não posso acreditar que todo esse processo doloroso que estamos vivendo há anos não vai dar em lugar algum". Sobre as eleições de 2018, ele acredita que a disputa ficará entre os partidos tradicionais e nomes já conhecidos, como Lula e Alckmin. "Acho importante o Lula se candidatar porque é uma forma dele morrer democraticamente. Quem tem que dizer que ele errou é o povo", afirmou.

Finalizando, ele ponderou que a realidade do Brasil mudou, pois antes se falava muito em futebol e carnaval. “A política entrou no cardápio do brasileiro de uma maneira avassaladora. Hoje, a população sabe o nome de pelo menos três ministros da sua corte suprema. Eu chego no posto de gasolina para abastecer e o frentista me pergunta: Boechat, e o Lewandowski, hein? Isso é um sinal de informação, a sociedade brasileira pegou gosto pela informação”, conclui ele.

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