· · ·

Comunicação Integrada

Egresso do IPA mais uma vez no livro O Melhor do Fotojornalismo Brasileiro

carlos macedo arquivo pessoal3Foto: Arquivo de Carlos Macedo

Pelo terceiro ano consecutivo, o fotojornalista Carlos Macedo teve o reconhecimento de seu trabalho publicado no livro O Melhor do Fotojornalismo Brasileiro, única publicação no país dedicada exclusivamente ao fotojornalismo. Carlos Macedo vai participar do 2º Seminário de Comunicação Integrada, que acontece no Centro Universitário Metodista IPA, de 25 a 28 de setembro.

carlos macedo foto marcio pimentaFoto: Márcio Pimenta

Jornalista multimídia e repórter fotográfico, Carlos Macedo tem publicações nos jornais Diário Gaúcho, Zero Hora, Diário de Santa Maria e Pioneiro (Grupo RBS) e Metro Porto Alegre. O ensaio selecionado para publicação no livro foi o que deu origem à reportagem veiculada no jornal Zero Hora, em novembro de 2016, intitulada Amor maior: a história de um menino anão.  

Carlos contou que depois que assistiu o documentário chamado Nascidos em Segredo (1996), que contava as histórias dos anões de São Paulo de uma maneira lúdico, decidiu fazer uma reportagem sobre anões. Mas, não encontrava a linha de condução ideal. Foi então que, através das redes sociais, ficou sabendo da existência do menino Bernardo, de 3 anos, que mora em Caxias do Sul. “Eu havia achado o fio condutor para a minha matéria, pois teria a oportunidade de contar a história de uma criança anã, o que não havia sido contado ainda”. Ele acompanhou a história da família durante três dias e descobriu que um anão não necessariamente nasce de outro anão. “Pesquisas revelam que 90 % do nascimento de anões são de pais com estatura normal, ou seja, não são filhos de outros anões. Chorei, dei risada, acompanhei o Bernardo desde cedo até a hora dele dormir, fui à visitas na fonoaudióloga e na fisioterapeuta”, conta ele, emocionado com a história.

carlos macedo arquivo pessoal 2Foto: Arquivo de Carlos Macedo

Carlos Macedo é natural de Cachoeira do Sul, mudou-se com a família para Uruguaiana quando ainda era criança. Depois, devido a um problema de saúde do seu avô, foi para Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Formado no IPA, Carlos encontrou no Jornalismo uma forma de viver e contar outras histórias que não fossem as dele. Ele conta que foi uma criança curiosa e sempre queria saber o porquê de tudo. A veia jornalística já se manifestava na infância quando ele ia passar o período de férias na casa dos tios e avós, em Faxinal da Guardinha, no interior do Estado. “Lembro da rotina deles no campo, na roça, da descoberta da ninhada das galinhas no meio do mato. Eu ficava perambulando pela casa, vivenciando e descobrindo as diversas rotinas”, recorda ele. “Eu gostava mesmo era de saber como se criavam aqueles calos nas mãos e aquelas rachas nos pés. Por isso, sempre quis ser repórter. Para viver, saber e contar como é não ser você mesmo, mas aqueles que fazem com que todas as outras pessoas sejam alguma coisa”.

carlos macedo foto douglas magnoFoto: Douglas Magno

Ele conta que já trabalhou como pipoqueiro no cinema, vendedor de roupas, figurante, caixa em um bordel, fotógrafo de balada gay, assessor de imprensa e freelancer. Explica que, desta vivência transitando por mundos totalmente distintos, surgia um anseio pela crônica, pela imagem, pela reportagem, pela documentação, pela investigação social e antropológica. “Aprecio o desconhecido. Preciso da rua, do cheiro de povo, tenho que olhar as pessoas nos olhos. Necessito estar na rua para ver, viver e narrar o sentimento do mundo. Repórter sem rua é o mesmo que poeta sem poesia.”

Lembra que foi no curso de Jornalismo que encontrou a sua verdadeira vocação. “Me sinto feliz vivendo outras histórias que não a minha. Hoje eu costumo dizer que eu só existo porque as histórias existem, porque eu posso contar. E, se eu as conto, eu passo a existir. É o que dá sentido para a minha vida. O jornalismo é um tipo de profissão que te permite estar no mundo, transitar. Meu aprofundamento está nas relações humanas”.

carlos macedo arquivo pessoalFoto: Arquivo de Carlos Macedo

Gosta de ressaltar que, ainda na faculdade, o jornalista não é estudante. “Nós já somos jornalistas, tem que pensar como tal. A sala de aula é uma pequena redação. É o momento para experimentar. Devo muito ao IPA, aos professores Valéria Deluca, Luciana Kramer e Paulo Finger. Eles nos estimulavam a fazer, tu não estás mais no colégio. O que se faz no IPA pode ser publicado em qualquer jornal do mundo. É o melhor momento para experimentar e fazer como se já fosse publicado de verdade”.

Carlos Macedo vai participar dos Meetins, bate-papos que serão realizados com os alunos de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda, no dia 26 de setembro, durante o 2º Seminário de Comunicação Integrada.     “Sempre que posso eu volto à sala de aula. Sou muito grato aos mestres que tive no IPA. Me fizeram ver que não sou só um jornalista, mas sim um contador de histórias, seja fotografando, escrevendo ou falando”. O evento acontece no Centro Universitário IPA, no Campus Central. A atividade é aberta ao público em geral. Para mais informações, acesse a programação.

Postar comentário

0
  • Nenhum comentário encontrado

· · ·