· · ·

Geral

Paula Minozzo: os desafios do jornalismo online

{youtube}

{/youtube}

A temática das mídias digitais reuniu, na última terça-feira (05), estudantes de Jornalismo e Publicidade e Propaganda do IPA para um bate-papo com a jornalista Paula Minozzo, editora-assistente do blog do Leitor da Zero Hora. O encontro, realizado em homenagem aos 51 anos do jornal, debateu o trabalho dos profissionais de imprensa nas principais redes sociais da atualidade, bem como os desafios que surgem a cada dia para a área.

No começo de 2013, surgiu a editoria do Leitor na ZH, que fazia todas as atividades relacionadas ao público, desde estratégias de relacionamento até o contato com os assinantes. A ideia partiu da premissa de que seria impossível ficar aquém daquilo que as pessoas estão falando. Basicamente, portanto, a rotina diária de Paula tem um pouco de Jornalismo e Publicidade. “Este trabalho é monitoramento, apuração e um pouco de marketing”, explicou.

Nativa do ambiente multimídia, ela se aperfeiçoou nas técnicas de Jornalismo online. No mestrado, estudou sobre redes colaborativas, sites sociais de notícias, entre uma série de outros aspectos. E é exatamente com isso que trabalha, publicando e respondendo aos leitores nas plataformas interativas do veículo. Ela diz que os jornalistas, sobretudo em ambientes digitais, estão sempre em dúvida. Desse modo, procuram aperfeiçoar seus processos, desenvolvendo estudos para saber as melhores formas de veicular uma informação.

“Nada acaba na publicação da notícia”, declarou. As pessoas trazem informações novas, questionam, indagam, etc. Lembrou uma matéria recente, sobre gastos do Governo do Estado. Muitos leitores reclamaram em razão do excesso dados publicados. Desse modo, a editoria produziu um gráfico, a fim de facilitar a compreensão. Para ela, o Jornalismo às vezes falha em como entrar na conversa do público. Esse seria o desafio da profissão: encontrar modos de conversar com a audiência de uma maneira legítima.

 

Jornalismo é tentativa e erro

Paula diz que faz análises regulares sobre o tipo de conteúdo que mais chama a atenção do público da ZH. Avalia personalidades que as pessoas gostam e não gostam, tipos de manchetes visadas, etc. “No Jornalismo e na ZH as coisas são tentativas e erro. Todo mundo pensa que nós temos tudo traçado. As metas mudam constantemente”, embora garanta que esse expediente não afronte as políticas editoriais ou a função social do veículo.

Em relação ao Twitter, por exemplo, o processo de compartilhamento mudou. Antes o jornal publicava somente links com matéria. Agora o trabalho é em tempo-real, mas não sem antes checar a informação. Ficou comum também retuitar repórteres de outros veículos do Grupo RBS, trabalhando de forma integrada. “As pessoas se inserem muito mais no processo. A opinião delas tem um peso muito maior”, enfatizou.

As notícias estão surgindo nas redes sociais também e o jornalista precisa ficar atento a isso. Recapitulou o caso da Rede Globo, que decidiu cessar publicações no Facebook. O motivo era a crença que a web estava roubando anunciantes da empresa. Na sequência, Paula pontuou que outros veículos começaram a fazer o mesmo. Ela discorda desse processo, entretanto. “Como negar o local onde as pessoas estão?”, indagou. E assim, valorizando a força das mídias digitais, concluiu seu depoimento.

  • MG
  • MG
  • MG
  • MG
  • MG
  • MG
  • MG
  • MG
  • MG
  • MG
  • MG
  • MG

Postar comentário

0

· · ·