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Geral

Carlos Guimarães e o Jornalismo Esportivo na Rádio

carlos guimaraes bate papoFoto: Giulian Cavalli

O coordenador de Jornalismo Esportivo da Rádio Gaúcha, Carlos Guimarães, participou de um bate-papo com os alunos da disciplina de Jornalismo Especializado II, ministrada pelo Prof. Dr. Fabio Berti. O convidado abordou o momento atual do rádio, a participação da mulher em programas esportivos e expectativas para futuro.

Carlos tratou de alguns temas polêmicos. Iniciou a conversa comentando sobre a tendência dos jornalistas em revelar o time de futebol pelo qual torcem. “O público está exigindo isso. Mas, eu prefiro não divulgar meu time, pois os torcedores não estão prontos. Eles não vão entender que vamos analisar o futebol sem torcer”, disse.

Sobre a questão do machismo no jornalismo esportivo, em especial, no futebol. Acredita que “ainda há o preconceito nas redações, de que a mulher não entende futebol ou não possui uma voz boa para fazer boletim”. O jornalista complementa ao observar as mulheres ocupando poucos cargos na linha de frente. “Aqui no RS, a mulher faz apenas produção ou reportagem em torcida. Hoje, não há mulheres cobrindo esporte diariamente”, conta.

Ele pondera que as empresas abrem espaço na programação para a mulher, mas a entrevista não segue a ótica jornalística, pois trata de um assunto fútil. “Em um programa, já perguntaram para um atleta sobre a vida amorosa dele. Logo, as mulheres também se submetem a essa situação que a empresa alimenta”, diz.

O futuro do rádio

“Enquanto houver o sentido da audição, o rádio não vai morrer”, afirma Carlos. Para ele, o que pode mudar é modo de consumi-lo ao se utilizar outras plataformas, como os aplicativos de celular. “Essas plataformas são a tendência, mas não deixa de ser rádio, desde que se mantenha a linguagem”, expõe. O jornalista acrescenta que o futuro do rádio é a segmentação. “Cada vez mais, as pessoas vão se voltar a consumir um conteúdo que sirva apenas para elas”, relata. Ele exemplifica com as rádios que tocam músicas de gêneros específicos, como funk ou sertanejo.

Ele comenta sobre a falta de estudo e pesquisa por parte dos gestores das emissoras para atender o interesse do público. “As empresas tomam decisões conforme o que o concorrente está fazendo ou se baseando em ações que deram certo há muitos anos”, declara. Ele conclui que os gestores precisam descobrir o que o público quer, o que ele gosta e porque ele consome ou rejeita algo.

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