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Geral

A notícia em tempo de redes sociais é tema de painel na ARI

ariEncontro faz parte de uma série de iniciativas em comemoração aos 80 anos da ARI. Foto de Rodrigues/Uniritter

Na última quinta-feira (09.04), professores, estudantes e profissionais de mercado se reuniram no Salão Nobre da Associação Riograndense de Imprensa (ARI) para um debate sobre a notícia em tempo de redes sociais. O painel contou com a participação dos jornalistas Rodrigo Lopes (Zero Hora), Tiago Medina (Correio do Povo), Paulo Serpa Antunes (Jornal do Comércio) e Daniel Bittencourt (professor da Unisinos). Desenvolvido pela Agência Paim, a noite marcou também a apresentação do novo logo em comemoração aos 80 anos da ARI.

O encontro, mediado pela Diretora do Departamento Universitário da ARI, Laura Glüer, fomentou a discussão do Jornalismo em relação às novas mídias. O case sobre o fim da impressão do jornal O Sul esteve na pauta e foi amplamente citado. Rodrigo Lopes, nesse sentido, mencionou a crise que envolve a profissão, mas foi enfático sobre sua importância: “O Jornalismo tem duas funções, a certificação, que dá credibilidade, e a curadoria”, uma espécie de orientação para as pessoas no dia a dia.

ari2Salão nobre da ARI lotou para o evento. Foto: Nikão Duarte

Daniel Bittencourt complementou o depoimento de Rodrigo, e lembra que, quando entrou para a Unisinos, em 2004, a área já passava por problemas de identidade. “Em relação às mídias digitais, o jornal perdeu seu protagonismo”. Um dos pilares, segundo ele, de sustentação do impresso, são os classificados. Entretanto, com o surgimento de portais como OLX e Mercado Livre, a procura pelos anúncios nos veículos caiu drasticamente. Tiago Medina enfatizou que, numa possível migração, a renda dos anúncios online não é a mesma dos jornais. Explicou também que já há um modelo definido de como produzir conteúdo na web, mas ainda não estabelecido financeiramente.

Se a internet veio para modificar a atividade jornalística, também trouxe aspectos positivos. Paulo Serpa destacou a facilidade de vender a ‘marca’ de um profissional – seu conteúdo, suas matérias. Ele respeita quem soube se adequar a esse novo universo, isto é, os que usam o poder da rede para reverberar seu trabalho. Aproveitou o encontro para dar uma dica a todos os estudantes presentes. “Nós precisamos ser bons em mais de uma coisa. Ser bom redator, radialista, âncora e, especialmente, nas redes sociais”. A versatilidade, para ele, é um diferencial no mercado.

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