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“1989 – A maior eleição da história” é tema de debate no IPA

1989 palestraO historiador Rodrigo Aguiar Gomes, autor do livro 1989: A Maior Eleição da História participa de debate no dia 10 de abril, no Centro Universitário Metodistado do IPA. O evento é uma promoção dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda.

A palestra inicia às 19h30min, no Auditório da Biblioteca. Rodrigo Aguiar Gomes vem à convite do professor Renato Sagrera, titular da disciplina de Gestão da Comunicação. O palestrante pretende traçar um comparativo entre o que ocorreu na política nacional a época e o atual momento político do País. O objetivo é apresentar um panorama do pleito de 1989, englobando nesse contexto o marketing utilizado por Collor e Lula e o cenário posterior, que culminou com o impeachment do ex-presidente Collor.

O livro foi lançado no ano passado. A obra aborda o papel da Comunicação na campanha presidencial do ano de 1989. Para o autor, esta eleição é tida como um marco para a história da política nacional.

Rodrigo de Aguiar Gomes é historiador, formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Trabalhou como pesquisador na Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, publicando obras sobre a história da Capital gaúcha. Foi professor da rede estadual de ensino do Rio Grande do Sul, lecionando no Colégio Estadual Júlio de Castilhos. Ele, também é autor do livros "Voto Eletrônico: 10 anos da urna eletrônica". Atualmente, é servidor do TRE gaúcho. Participou da criação do Centro de Memória da Justiça Eleitoral no Rio Grande do Sul.

A seguir, acompanhe um trecho do livro, em que o músico Lobão, hoje critico ferrenho do Governo Federal, realizava declarada campanha pró-Lula.

Estamos na tarde daquele domingo (de segundo turno da eleição presidencial de 1989) e Lobão entra ao vivo na programação global. Antes de mais nada, cobra das pessoas o fato de estarem ali e não votando. Lembra: “É até as 5 da tarde, tem que votar”. Em seguida, aumenta o tom: “sai daqui e vai correndo, vai votar sem medo de ser feliz, não é verdade?”. “Sem medo de ser feliz” era uma frase símbolo da campanha de Lula. Ao mesmo tempo, o roqueiro fazia o L, de Lula, com a mão esquerda.

O mais desconcertante ocorreu quando Lobão executou a música “Quem quer votar”. Neste momento, reelaborou o refrão, que era o título da música repetido várias vezes por um chamamento ao voto no PT. Ficou mais ou menos assim: “Quem vai votar / Quem vai votar? É Lu-la-lá. Ao fim, grita: “Lula, sem medo de ser feliz, Lula!”

A banda que acompanhava o cantor ensaiou os primeiros acordes do jingle petista “olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”. Antes de encerrar, faz um aviso-provocação: “Sem medo de ser feliz, sem crime eleitoral, isso é apenas uma preferência nacional”.

A punição por crime não veio. O que veio foi uma ordem da direção da Globo que baniu o cantor por longos anos de todo e qualquer programa da rede. Mesmo sem a visibilidade global, Lobão sobreviveu, e hoje é um dos maiores adversários do modelo petista de governar.

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