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Jornalismo

Mídias Tradicionais X Redes Sociais: credibilidade em cheque

credibilidade para midias tradicionaisFoto: Divulgação

A credibilidade dos conteúdos veiculados nas redes sociais digitais está abalada. O Multiverso preparou duas matérias analisando este fenômeno na perspectiva do Jornalismo e da Publicidade e Propaganda. A primeira trata sobre a necessidade de informação de credibilidade por parte do usuário da internet. A segunda, veiculada amanhã, vai refletir se as redes sociais digitais ainda são um ambiente favorável para veiculação das marcas.

Casos como a disseminação de fake news, inclusive, em campanhas eleitorais tem enfraquecido a confiança dos usuários. A ‘gota d’água’ foi o escândalo sobre o uso de dados pessoais de usuários do Facebook sem autorização. Investigações apontam que as informações obtidas influenciaram a eleição do atual Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e a saída do Reino Unidos da União Europeia, caso Brexit.

Após esses acontecimentos, parte dos usuários deletaram os perfis da rede social e algumas empresas também excluíram as fanpages. Outras que não o fizeram, ainda assim, diminuíram significativamente as publicações.

facebook cambridgeFoto: Divulgação

Devido a essa rejeição e a saída por parte dos usuários e marcas, há uma expectativa que as mídias tradicionais voltem a ocupar a preferência dos usuários durante a busca de informações de qualidade e credibilidade. Para o jornalista, Prof. Dr. Basílio Sartor, no momento não é possível afirmar que há uma ‘migração’ dos usuários das redes sociais, em especial, o Facebook, para as mídias tradicionais. “Ainda não há um estudo que confirme isso. Entretanto, as pessoas que ainda usam redes sociais, podem estar mais atentas a fonte das notícias. Além disso, elas podem continuar consumindo notícias das mídias tradicionais”, diz.

Basílio explica que os últimos acontecimentos e a ampliação de debates em torno das fake news têm contribuído para quem estava alheio à essa discussão buscasse se informar. “As mídias tradicionais perderam muita força a partir da ascensão das redes sociais. Agora, elas aproveitam o debate sobre fake news para se legitimar perante ao público como fonte confiável”, observa.

“Não podemos esquecer que a mídia tradicional também vem sofrendo uma crise de credibilidade nos últimos”, lembra o jornalista. Ele argumenta que as mídias tradicionais não têm cumprido o papel jornalístico e as obrigações éticas para com o público. Basílio pondera que o jornalismo da grande mídia, em alguns momentos, não é esclarecedor e nem reflete a realidade. “Ocorrem escolhas que atendem determinados interesses dos proprietários dos meios de comunicação. São interesses econômicos e políticos que tem influenciado em boa parte a profissão jornalística”, complementa.

Para legitimar as mídias tradicionais, uma das iniciativas necessárias é adoção do fact-checking (checagem de fatos). “É uma ação que tem ocorrido em diversos países, e crescido no Brasil também. Tal movimento busca aprofundar esse trabalho jornalístico”, conta. Basílio salienta que a sociedade vive em um ambiente de abundância de informações e circulação de boatos, de dados e números, que muitas vezes, não há certeza se são credíveis. Logo, essa é uma das iniciativas relevantes, que surge para testar a veracidade das informações. “Isso atende uma necessidade tanto do ponto de vista da democracia e direito à informação, como uma própria estratégia do jornalismo de reafirmar sua importância”, conclui.

Saiba mais:

Fact-Checking:

https://aosfatos.org/checagem-de-fatos-ou-fact-checking/  

http://observatoriodaimprensa.com.br/checagem-de-informacoes/o-que-e-fact-checking/

Usuários que deletaram contas no Facebook:

http://reamp.com.br/blog/2018/03/facebook-acoes-e-valor-de-mercado-caem-apos-polemica-de-vazamento-de-dados/

Perda de anunciantes no Facebook:

http://www.valor.com.br/empresas/5406033/em-meio-escandalo-facebook-enfrenta-perda-de-anunciantes

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