· · ·


Aula Magna recebe a pesquisadora argentina María Graciela Rodrígues

1822Foto: Alessandro Davila

Os cursos de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda receberam a doutora em Ciências Sociais pela Universidad de Buenos Aires, María Graciela Rodríguez. O encontro teve como tema Desigualdade, cidadania e democracia em uma sociedade midiatizada.

1808Foto: Alessandro Davila

A convidada é professora na Universidad Nacional de San Martín (UNSAM). Além da docência, María Graciela atua como pesquisadora. Seus estudos abordam cultura, política e mídia, enfatizando o poder que os veículos de comunicação possuem de representar a sociedade. Participou como co-autoria em três livros, além de inúmeros artigos em revistas e algumas coleções.

Maria Graciela tratou de temas que estão em alta na área de Comunicação, como o papel representativo da mídia sobre a sociedade e de como essa função é exercida pelos profissionais da área. “Quem nos representa? Por quê representa? Como representa?”, foram dos questionamentos com os quais ela iniciou sua apresentação.

Ela ainda falou sobre a atribuição confiadas aos veículos de comunicação nas votações de projetos capazes de mudar a vida da sociedade. “ O poder de pautar as discussões, visto na disciplina de Teorias da Comunicação, é o que nos dá noção sobre o papel de influência que a mídia exerce em tornar um assunto comentado e questionado pela sociedade”, explicou.

1846Foto: Alessandro Davila

Para Édson Dutra, aluno do curso de Jornalismo, os estudos da convidada demonstram o discurso midiático argentino e a visibilidade de suas representações. “Os discursos são predominantemente androcêntricos (masculino, machista) e etnocêntricos (branco, classe média/média alta). O fato da invisibilidade negra me chamou atenção. Há negros na Argentina, mas não são representados na mídia. Nem na própria pesquisa da doutora se visualizou a presença - nem em fotos - dos afrodescendentes”, comentou. Ele acreditar na possibilidade de haver uma escala de representação midiática na Argentina. “Pude perceber que numa escala hierárquica de representação midiática, brancos se mantém no topo, seguidos de homossexuais, índios e mestiços. Os negros ainda não possuem dados de estudo para munir pesquisas de representação midiática na Argentina, o que é extremamente preocupante. Aqui no Brasil, a representatividade negra existe, embora muito aquém do ideal, e segue sendo uma luta árdua ”, observa.

Ane Oliveira, também aluna do Jornalismo, comenta a importância de conhecer as causas debatidas no país vizinho. Ela acredita na similaridade entre as pautas de Brasil e Argentina. “É bom ver que lutamos pelas mesmas causas. Achei relevante o debate midiático, pois vemos que muitas vezes não só na Argentina, como aqui também, temos esse emissor de notícias, que às vezes, esconde a verdade. Estamos na faculdade para não repetir estes erros”, comenta.

Confere a entrevista que María Graciela Rodríguez concedeu à equipe Multiverso.

MULTIVERSO BATE UM PAPO COM MARIA GRACIELA RODRIGUEZ

Postar comentário

0
  • Nenhum comentário encontrado

· · ·