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Geral

Brasil em foco na Aula Magna do Colegiado

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Na noite de segunda-feira (23.03) o momento brasileiro, marcado por turbulência política e econômica, foi tema da aula Magna do Colegiado de Ciências Sociais Aplicadas. O encontro recebeu como convidados o ex-governador do Estado, Germano Rigotto e o vice-presidente do Tribunal de Justiça, Desembargador Luiz Felipe Difini. O jornalista, e professor do IPA, Marcos Rolim, ficou a cargo da mediação. Alunos dos cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Turismo, Administração, Ciências Contábeis e Direito se mesclaram na plateia.

Na abertura, o presidente do Colegiado, e coordenador do curso de Jornalismo, Fábio Ramos Berti, enfatizou a importância da discussão de temas atuais de forma transversal, isto é, envolvendo diferentes áreas do conhecimento. Saudou os professores e alunos presentes, destacando a reflexão que o atual contexto brasileiro suscita em cada cidadão. Em seguida, chamou os convidados ao palco e passou a palavra ao mediador do debate.

 

Rigotto: otimista perante o potencial brasileiro

“O Brasil vive um momento de amadurecimento”. Com esta frase, o ex-governador Germano Rigotto introduziu sua explanação. Para ele, a democracia tupiniquim ainda é jovem, está em processo de evolução. Explicou seu argumento traçando um elo histórico entre as principais constituições que comandaram o país ao longo da história, desde os governos ditatoriais até o atual regime.

Rigotto opina que a crise econômica impõe medidas que vão contra a possibilidade do crescimento. Destacou a inflação de 2015 – chegando a 8%, bem além do limite estabelecido pela métrica do governo. A corrupção, segundo ele, desgasta o sistema político. Criticou também o excesso de partidos, insinuando que estes não tem comprometimento com a mudança do país. “São legendas de aluguel”, enfatizou.

Mas, face tantos jovens que buscam seu lugar no Brasil, demonstrou esperança para o futuro. Torce por um país mais ético, onde os serviços públicos sejam eficientes e que seja bom para todos. Despediu-se dizendo: “Estamos vivendo um momento de muita preocupação, mas eu sou otimista em relação ao potencial que temos”.

 

Fotos de Daiana Berto

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Difini: um cidadão insatisfeito

A primeira constatação de Difini é que, desde 1985, passando pela Constituição de 1988, o Brasil vive sob um período democrático estável. Por outro lado, indaga, como cidadão, que ninguém está satisfeito com o atual momento do país. Segundo ele, a solução só pode ser encontrada dentro da própria democracia, embora grupos minoritários defendam o retorno da ditadura. “Não se cura a doença matando o paciente”, refletiu.

Observou que o atual sistema presidencialista é feito pela coalizão de uma maioria. Essa coalizão, entretanto, não é ideológica, é política. Usou o exemplo do Mensalão, em que a maioria no Congresso foi conquistada por meios categoricamente ilegais. Difini especula a ascensão do sistema parlamentar no país. O parlamentarismo vincularia a promessa de campanha ao mandato, por exemplo, evitando falácias eleitoreiras.

Sugeriu, em síntese, que se pense neste modo de governo para o Brasil, acreditando que o parlamentarismo constituiria um regime mais funcional que o atual. “Não aconteceria esse reajuste econômico que a presidente eleita está fazendo”, frisou.

 

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