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Jornalismo de guerra em debate no IPA

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Em um período onde aumenta a violência contra jornalistas mundo afora, o Centro Universitário Metodista do IPA recebeu um especialista para debater a comunicação em circunstâncias de conflito. Trata-se de Kaiser Konrad, repórter que carrega no currículo a cobertura de dezenas de incursões militares, sobretudo internacionais. Atualmente, ele trabalha na revista “Tecnologia & Defesa”, a mais importante sobre o tema. O encontro aconteceu nesta segunda-feira (16.03) e contou com a participação de turmas de jornalismo e publicidade.

A apresentação do convidado fluiu por meio de fotos das reportagens realizadas. Sua primeira oportunidade aconteceu em 2005, no frio da Antártida. Os anos trouxeram participações reportadas pela imprensa brasileira, como a missão de paz no Haiti. Sua trajetória inclui também países sul-americanos, o continente sul-africano e o Oriente Médio. Especialmente no continente africano, Kaiser lamentou: “É muito impactante encontrar crianças em hospitais com doenças que aqui já acabaram, mas permanecem lá”.

No Exército, aprendeu algo essencial para a sobrevivência em zona de conflito: “Quando você está em uma marcha, pise onde os pés de seu companheiro estão pisando”. Em foto, mostrou um local onde sua guarnição passava. Um fio despretensioso no chão ligava-se a um explosivo. Por muito pouco ele e seus companheiros não se tornaram vítimas. “O fato de eu estar na linha de frente me coloca em risco como qualquer um”. Relatou casos de soldados feridos e missões de resgate. Garantiu que há países onde é impossível praticar jornalismo sem escolta.

No conflito da Ucrânia, que colocou em combate nacionalistas e grupos pró-Rússia, Kaiser exibiu fotos impactantes da destruição gerada pelo embate. Um vídeo gravado por ele mostrava um local coberto de neve onde o exército separatista colocou uma série de minas e explosivos. Ali demonstrou a importância de estar sempre atualizado sobre os protocolos de segurança. “A minha especialidade é assunto militares. Eu me lembro de tudo o que os militares fazem. Por ser especialista, eu não posso errar. A minha formação precisa ser a mais correta possível. Eu preciso estar sempre estudando”, explicou.

Kaiser destacou que essa especialidade é uma experiência única na vida, ainda que muito arriscada. Aproveitou para criticar a relação que se faz do militarismo com a ditadura. “As pessoas tem uma visão muito limitada da realidade”. O assunto defesa, para ele, é muito importante. Em jornais dos Estados Unidos e da Europa, há jornalistas especializados responsáveis por esse setor, pois ele mexe com várias questões, como a tecnologia e a política. No Brasil, entretanto, a área ainda é incipiente, concluiu.

 

Fotos de Moisés Machado

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