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Geral

Empreendedorismo dá o tom na Aula Inaugural do semestre

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Está dado o pontapé inicial para as comemorações dos dez anos do curso de jornalismo do IPA. Na noite de terça-feira (17/03), o auditório da Biblioteca recebeu a Aula Inaugural do semestre, que trouxe duas visitas ilustres. Nando Gross, gerente-geral da Rádio Guaíba e apresentador da TV Record e Márcio Serafini, editor-chefe do jornal O Pioneiro, do Grupo RBS, apresentaram-se sob o tema: “É possível empreender no Jornalismo?”. O encontrou contou com a participação de dezenas de estudantes.

Na abertura do evento, o coordenador do curso de jornalismo, Fábio Berti, destacou a qualidade dos profissionais do IPA e o espaço que eles ocupam no mercado de trabalho. Agradeceu as pessoas que, ao longo dos dez anos, vem trabalhando e consolidando a marca forte que ilustra a graduação. Agradeceu também em especial a todo o elenco docente presente, além dos técnicos, estagiários e demais pessoas envolvidas. “Eu me sinto muito honrado por ser a pessoa que ocupa este posto neste momento. Valorizem a instituição que vocês estudam, pois essa é a credencial de vocês no mercado de trabalho”.

Fábio concedeu espaço para que o presidente do recém-empossado Diretório Acadêmico da Comunicação Social (DACS), Giovani Gafforelli, pudesse comunicar os objetivos de sua gestão. Giovani elogiou a equipe que lhe acompanha e citou o lema do Diretório: “Queremos ouvir vocês”. Na sequência, o debate foi intermediado pela aluna Marla Gass, uma das mais antigas do atual grupo discente do IPA.

 

“Entrem para ganhar”

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Nando Gross é um profissional que passou por diversos veículos de comunicação. No rádio, onde trabalhou a maior parte de sua vida, entrou em 1985. Tratava-se de um projeto do jornalista Pedro Ernesto Denardin na Difusora, hoje rádio Bandeirantes. Atuava com esportes, narrando e comentando jogos. Nos anos 90, conseguiu uma oportunidade na Rádio Guaíba, onde fazia programas na área rural. “Não aguentei e pedi demissão”, salientou.

Em 1995, veio um novo projeto na Bandeirantes, de jornalismo esportivo, junto ao mítico Cláudio Quintana Cabral. Para o lamento de Nando, a iniciativa durou apenas seis meses. Foi, então, demitido. Com o fundo de garantia das demissões, ele e seus colegas, que incluía também narrador Marco Antônio Pereira, optaram por inovar: alugaram os espaços da Bandeirantes para transmitir esportes de forma autônoma. “Foi a graças a esse bando de loucos que o esporte ainda existe na Bandeirantes”, apontou.

A Rádio Gaúcha o convidou em 2001. Ele estava cansado de pulular entre os veículos, desejava estabilizar a carreira. Criou um programa que existe até hoje, o “Atualidades esportivas 1º edição”. E fez sucesso. Em 2005, quando nasceu sua filha, deixou de ser repórter. Aos poucos foi se tornando comentarista. Para isso, fez vários cursos de treinador e arbitragem. Na Guaíba, o convite veio em 2014, para um cargo mais estratégico, de gestão. “Era um desafio que eu tinha e queria”.

No Grupo Record, Nando ocupa uma função estratégica. Com a experiência de dirigente, aproveitou para mandar uma dica para os estudantes. “Entrem para ganhar, para serem donos. Não sejam funcionários. Vocês podem ser repórteres, tudo bem. Mas pensem grande, sejam grandes. Pensem o que vocês fazem bem, no que vocês são bons. O que vocês podem fazer que lhes dê dinheiro e contribua com o mundo”, frisou.

 

“O jornal pode acabar. O jornalista, não”

“Nós estamos vivendo uma revolução. No meio disso, toda a revolução faz vítimas. O próximo será o jornal de papel, há quem diga isso”. Com essa frase impactante, o jornalista Márcio Serafini se dirigiu aos alunos. Para ele, há poucas pessoas de 20 anos, por exemplo, que ainda leem os impressos. Usou o exemplo do próprio filho, um internauta, exclusivamente.

Entretanto, Serafini exalta a importância da academia para a formação de profissionais competentes. “Jornal pode acabar. Jornalista não”. Mas onde o jornalista pode sobreviver? Segundo ele, sendo relevante, empreendendo. Márcio explica que os repórteres de hoje devem ter um cuidado muito grande com sua imagem. Assim, alertou os estudantes sobretudo para aquilo que compartilham nas redes sociais.

A carreira de Serafini é longa. Começou em jornal, na antiga “Folha de hoje”, concorrente do Pioneiro em Caxias do Sul. No Grupo RBS, atua desde 1996, tendo passado por diversas editorias. Trabalhou também no esporte da Zero Hora, na Capital. Voltou a Caxias por ter virado pai. No retorno, começava a brotar a semente da Rádio Gaúcha Serra, iniciativa que contou com seu apoio. Depois, aconteceu a Gaúcha Zona Sul, de Pelotas e Rio Grande. Atualmente, é editor-chefe do Pioneiro.

Em meio a esse mundo dominado por redes sociais, Márcio comparou as novas mídias às mídias tradicionais. Citou o exemplo do Twitter: “É muito parecido com o rádio. A diferença: qualquer um gera”, isto é, opinou sobre a importância da credibilidade. O rádio, constata, nada substitui, pois não exige a comunicação visual. Independentemente da mídia em questão, Márcio concluiu seu depoimento dando a fórmula para alguém se destacar. O segredo do sucesso está em ser bom. “Comecem a construir desde já a sua relevância nesse universo maluco. O jornalista não tem mais a exclusividade de gerar informação. Mas a relevância da informação ninguém tira dele”, cravou.

 

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