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Depoimento: FT18 - É tempo de múltiplas transformações

Criatividade até no painel de entrada FT18Foto: Bianca Bueno

Fui convidada pelo Multiverso para ir para o Festival da Transformação e relato um fragmento das diversas possibilidades que este festival sobre inovação e comunicação, proporcionou. A escolha se baseou nas afinidades profissionais como futura jornalista e também, pessoais, que focaram nas mudanças na área da Comunicação e na esfera social.

Ao longo de dois dias, o Festival da Transformação reuniu mais de 450 atividades sobre inovação, tecnologia, empreendedorismo, marketing e cultura, em palestras, workshops, pitches e atrações artísticas. O FT18 aconteceu durante o sábado e o domingo, 24 e 25 de novembro, na ESPM-Sul.

Em meio a centenas de atividades, durante os dois dias de festival passei por seis palestras (que tiveram aquela cara de conversa, mas com muito embasamento e troca de conhecimento) que atestaram que a transformação está permeando toda a parte, como na comunicação, na cultura, no social e, claro, no digital. Não coloco cada item desses em uma caixa, até porque uma das lições reforçadas é que tudo está interligado.

O nome do festival explica a era em que vivemos. A mudança de cultura é uma marca da nossa sociedade conectada. “A disrupção se tornou o novo normal. A mudança é exponencial. Tudo o que costumava ser inútil e desconectado, agora está ligado e é inteligente”, e que “essas mudanças no jogo também são combinatórias. Elas ampliam uma às outras, criando uma tempestade perfeita de mudanças”, conforme pude perceber no Seminário de Comunicação Integrada promovido pelos cursos de Comunicação do IPA, no início do mês passado, em que o sócio-proprietário da Agência Matriz, Alberto Freitas, exibiu o vídeo Digital Transformation, de Gerd Leonhard, em que são narradas as transformações nas quais a sociedade está passando.

Construindo identidades por meio das selfies

As redes sociais são uma vitrine da vida das pessoas e nelas, escolhem o que mostrar. O que significa que são construídas identidades, algo que intriga o fotógrafo e publicitário Raul Krebs, que discutiu sobre esse assunto na palestra “Cidades & Pessoas - identidades líquidas”, no sábado pela manhã.

O foco principalmente, foi a selfie, eleita a palavra do ano no Dicionário de Oxford lá em 2013 e que hoje já faz parte do dia a dia da maioria dos usuários mais assíduos das redes sociais. É uma das marcas da mudança cultural e da comunicação em rede, centrado no Eu somado à forma de se enxergar o mundo.

O autorretrato tem muito de exibicionismo, mas também manifesta por meio da imagem, palavras e identidades de uma pessoa, inserida em um espaço e um tempo, abordagem usada por Krebs ao longo da sua fala. O fotógrafo, por exemplo, utiliza hashtags únicas ao explorar cidades e publicar a sua passagem por elas, como o #poapormim, de Porto Alegre.

A construção de identidades foi exemplificada em perfis no Instagram, entre eles o da atriz Vera Holtz, que escolheu uma narrativa excêntrica e bem produzida como uma forma de comunicar algo através de fotos de si mesma. Para Krebs, “isso a mostra como uma artista maior, do que uma atriz”, em que novas percepções são adquiridas a respeito do que já se entendia da atriz global.

Durante a palestra, o fotógrafo incentivou que todos os participantes tirassem selfies e publicassem com a hastag #selfienoFT18. O que configura também a construção de mais uma identidade do indivíduo em um tempo e espaço que, para ele, não pode ser mais dividido em tribos e sim, como um agregador de várias tribos, configurando um ‘multivíduo’: “Não observar a vida como um fato, mas um lugar onde dá pra fazer recortes e a tua visão de vida, que é importante”, finaliza.

Raul Krebs fotógrafoFoto: Bianca Bueno

A transformação social com a sociedade privilegiada

Um dos últimos slides da apresentação da publicitária Etienne Du Jardin, da Somos B, que aconteceu no sábado à tarde, mostrava uma ilustração de dois grupos de pessoas em lados opostos e no meio, um membro de cada grupo dando as mãos. Em cima de um grupo estava escrito “Sociedade privilegiada” e no segundo, “Sociedade carente”. Essa questão embasou toda a sua fala durante a palestra “Negócios de Impacto e a Transformação Social”, e tem muito a ver com o ambiente do Festival da Transformação.

O FT é uma ótima oportunidade para aprender com pessoas que conduzem iniciativas inovadoras em áreas e ramos de atuação diversos. Ela é uma porta de entrada para saber o que está acontecendo de novo no mercado, principalmente o da comunicação. O perfil do público é de universitários ou profissionais da área, que fazem parte de uma parcela pequena da população que cursou a universidade e tem oportunidades de ir a esses eventos. Então, o evento acaba sendo também uma maneira de mostrar para a sociedade privilegiada as disparidades que ainda existem e trazer iniciativas que fazem a transformação social acontecer na sociedade.

Desde adolescente, morando no interior do Estado, em Pelotas, a publicitária Etienne Du Jardin percebeu que algumas pessoas eram tratadas diferente das outras. Principalmente quando se trata de raça, em uma família em que ela, mesmo sendo mulher e tendo dificuldades por causa do gênero, teve mais oportunidades do que outros familiares que eram negros.

Essa percepção fez com que ela desejasse fazer algo para mudar a realidade social, mas acreditava que isso não poderia ser combinado com o trabalho. Foi quando passou pelo desafio de fazer uma seleção de candidatos para a área de tecnologia da informação (TI) para um cliente da sua própria agência. Desafio porque ela não conseguia encontrar candidatos, em uma época em que o desemprego já era realidade para muitos.

Nesse processo, descobriu os Nem-Nem, uma parcela da sociedade que não estuda, porque não tem trabalho para pagar uma profissionalização e não trabalha, porque o mercado de trabalho exige que tenham um nível escolar que não possuem. E, a maioria são pessoas que não tem oportunidades na nossa sociedade e vivem em áreas carentes das cidades.

Então, Du Jardin viu uma oportunidade em um desejo pessoal e em uma realidade que precisava ser transformada: “Porque eu não posso ligar o propósito com o meu trabalho?”, pensou na época. Assim criou a Somos B. Há 2 anos, a publicitária oferece cursos na área da TI para jovens em bairros carentes, com a certeza que eles terão um emprego na área ao final da profissionalização. O primeiro programa aconteceu em Paraisópolis, em São Paulo.

A Somos B tem uma proposta inovadora em vários sentidos. Além de oferecer uma profissionalização e a garantia de trabalho para um grupo de uma localidade que precisava de oportunidades, oferece cursos que geralmente essa população não tinha acesso. Du Jardin conta que nos primeiros contatos com os líderes da comunidade, eles ficaram surpresos pela proposta dos cursos, principalmente por serem na área da TI - geralmente programas sociais ofereciam cursos na área da segurança predial e outras funções socialmente designadas a esses grupos.

No início do encontro, a publicitária indicou todas as revoluções que aconteceram na sociedade: a Industrial (focado no Ter), do Transporte (da Descoberta), da Comunicação (da Globalização) e da Transformação digital (da Facilidade). Com isso, Du Jardin destaca que agora é preciso que ocorra a Transformação Social - o uso da tecnologia e da inovação a favor do meio ambiente e da sociedade.

E naquele slide final, ela valida a mensagem de que é importante que as pessoas percebam os privilégios que possuem e que os utilize para enxergar o mundo real do outro e levar a transformação social. “É quando a gente parte do Ter para o Todo”, explica, “Se a gente se enxerga como ser humano, como sociedade, a gente amplia o horizonte”, completa.

O jornalismo para (muito) além da redação

Quando se pensa em jornalismo, qual a primeira imagem que vem à cabeça? Não importa se a pessoa é ou não é da área, o imaginário do senso comum sempre remete às turbulentas redações.

Mas, para os jornalistas Moreno Osório e Marcela Donini, do Farol Jornalismo, essa é uma realidade já distante e que prejudicou a profissão por muito tempo que, para eles, atravessa duas crises, a financeira e a crise de narrativa. Foram dessas transformações na comunicação que os dois falaram no início da manhã do domingo em “Porque o jornalismo precisa implodir as redações para sobreviver”, no FT18.

Ambos os jornalistas tiveram uma carreira dentro da própria redação. Mas, cada um com sua vivência particular, foram percebendo as mudanças que estavam acontecendo fora das salas de redação e viram que existia um mundo a ser explorado. Nesse mesmo período, vieram as crises na profissão e a revoada dos passaralhos começara - a leva de demissões de jornalistas: “Eu percebi que estava acontecendo tanta coisa no jornalismo, mas não tinha notado até então porque estava preso na redação”, fala Moreno Osório, que depois complementa reconhecendo que não era uma realidade individual, mas de todos os profissionais.

Paralelo a isso, Osório e Donini também identificaram que existiam poucas discussões em português sobre as mudanças no jornalismo: “Estava faltando um lugar para falar sobre o jornalismo no Brasil e do Brasil”, relembra Marcela Donini. E então formaram o Farol Jornalismo, que há 4 anos produz uma newsletter com curadoria do que está acontecendo no mundo e no País entre jornalismo e tecnologia. É o canal que Moreno Osório usou para poder contar aos seus colegas de redação o que estava acontecendo e as possibilidades fora da redação.

O título da palestra, ‘implodir’ as redações, não quer dizer que elas irão terminar, destaca a dupla. Significa que o jornalismo vai além disso, adquirindo novas facetas, se expandindo e se complexificando ao longo dos últimos anos. E o Farol colabora no diagnóstico e na crítica desse momento, explicam.

Mas os jornalistas também convivem em crises, como foi falado no início. A crise financeira do jornalismo, com os passaralhos, as grandes redações enxugando e a precarização do trabalho; mas também está sendo uma época de inovações, dos profissionais se reinventarem, mesmo que seja um empreendedorismo forçado, destaca Osório, faz enxergar novas possibilidades.

A segunda crise é a das narrativas, que se relaciona com a anterior. Nessa década, vê-se “o controle da narrativa que estava passando para a mão das pessoas” e que tornou a vida do jornalista mais fluída, assim como tudo em volta, fala Marcela Donini. “E as pessoas perceberam que o jornalismo contou a história pela sua própria visão de vida”, complementa, lembrando que até então as instituições, como o jornalismo, mediaram a realidade pública para a população.

Ao mesmo tempo que as pessoas notaram que o mundo não é só como o jornal contava, elas também passaram a serem agentes de narrativas e a desinformação também cresceu, como será visto a seguir.

Moreno Osório e Marcela Donini do Farol JornalismoFoto: Bianca Bueno

Educação para a mídia para combater fake news

A transformação na comunicação continua, sob outros olhares. Inclusive é sobre educação para a mídia. Refletir sobre o fenômeno da desinformação e enxergá-la como um processo mais amplo foi o tema da palestra da jornalista Taís Seibt, do Filtro Fact- Checking na “Verificação contra a desinformação nas plataformas digitais”, que aconteceu no final da manhã de domingo no FT18. A jornalista participou também do 3º Seminário de Comunicação Integrada do IPA no mês passado, falando sobre a sua especialidade - a checagem de fatos.

No FT18, Taís Seibt teve o propósito não só de propor uma reflexão naquele momento, mas também fazer com que as pessoas que estivessem ali fossem propagadoras: “Trabalhar para uma cultura de educação [para o combate à desinformação] é o próximo desafio”, destaca. Seibt faz parte da primeira iniciativa de checagem de fatos do Rio Grande do Sul, o Filtro Fact-Checking, que durante as eleições estaduais de 2018 foi responsável pela checagem dos dados apresentados pelos candidatos ao governo do RS em debates.

Nessa experiência, a jornalista percebeu que apenas atestar que “eu vi, eu chequei” já não são os suficientes para as pessoas. Aliás, a desinformação foi uma marca das eleições de 2018. Para Seibt, é necessário criar um diálogo de menor autoridade com as pessoas e que proponha mais a reflexão de pensar antes de compartilhar. Inclusive uma das frases de destaque em sua apresentação foi um trocadilho com uma citação da história O Pequeno Príncipe: “Você é responsável pelo o que compartilha”.

Para isso, trouxe dicas valiosas para que os presentes se conscientizassem e propagassem: os sete tipos de fake news (a sátira ou paródia, as falsas conexões, o conteúdo enganoso, o falso contexto, o conteúdo impostor, o conteúdo malicioso e o conteúdo fabricado) e três dicas de checagem (vá até a fonte original, faça busca reversa de imagens no Google, busque por um trecho importante do texto ou palavras chave dele + o termo “boato” ou “verificação”). Ou seja, as fake news possuem diversas facetas e o estudo e a propagação de uma educação contra a desinformação é a resposta para combatê-las, destaca a jornalista.

Nessa última dica foi revelado também o importante papel e o empenho que os profissionais que trabalham com checagem de fatos estão fazendo e indicou que outro hábito de verificar informações é acompanhar os portais que fazem esse trabalho, como o Boatos.org, o Aos Fatos e a Agência Lupa (Revista Piauí).

A jornalista também recomendou acompanhar o trabalho da jornalista britânica Claire Wardle, líder do projeto do First Draft, que possui cursos gratuitos on-line de nível básico e para jornalistas sobre fake news.

Taís Seibt jornalista do Filtro FactCheckingFoto: Bianca Bueno

A transformação também atinge instituições públicas

Não são somente de iniciativas do setor privado se construiu o Festival da Transformação deste ano. Stephanie Espindola, relações públicas da Secretaria da Comunicação do Governo do Rio Grande do Sul, mostrou como muita competência, persistência e trabalho em conjunto mudou a cara dos canais de comunicação on-line do RS, com a palestra “Como o planejamento digital de um governo pode construir soluções reais para a população”.

Desde o planejamento das campanhas, como a do post da campanha do Agasalho com o “melhor outfit do inverno” e do incentivo à doação de sangue com um ‘meme’ da banda Raça Negra, passando pela organização do Portal de Dados do RS e pela reestruturação para a padronização dos sites de todas as secretarias do Estado, foram dias e meses de muita dedicação, que geraram ótimos resultados para a imagem e o engajamento das mídias sociais do governo com a população gaúcha.

A organização e a disponibilização dos dados abertos brutos com a finalidade de poderem ser consultados, utilizados e cruzados pela população, pesquisadores, jornalistas e para iniciativas que facilitem o acesso aos serviços públicos. “É uma forma de devolver para a população [as informações] e ela fazer o melhor uso possível”, descreve Espindola.

Para que toda essa transformação ocorra, a relações públicas dá uma dica: “Ninguém faz nada sozinho, sem ajuda interna. Use o recurso humano qualificado” em favor dos objetivos. E foi o que ela fez, principalmente quando precisou reestruturar todos os sites de secretarias do Estado do Rio Grande do Sul, padronizando e criando um site do governo mais organizado, acessível e intuitivo para o acesso da população. Além do recurso humano, aliou muito planejamento e muitas horas de dedicação.

O acesso aos dados públicos é ainda um desafio para muitos órgãos, como as prefeituras das capitais do Brasil, como visto na palestra da pesquisadora da UFRGS Ana Javes Luz para os alunos de Hipermídia do IPA no mês passado, quando relatou o percurso metodológico e os resultados encontrados na sua dissertação de Mestrado, que teve o objetivo de diagnosticar o estágio de preservação da comunicação governamental nos sites das 27 capitais brasileiras. Nele, pode identificar que não existe uma preocupação na conservação de dados públicos nesses sites. A jornalista e mestre em Comunicação e Informação pela UFRGS já esteve no IPA também em 2017.

Stephanie Espidola relações públicas da Sec Com do Gov RSFoto: Bianca Bueno

Design ativista para comunicar desejo de mudança

A última palestra que acompanhei une a transformação cultural, social e da comunicação. “Minha experiência como designer na Mídia Ninja”, de Thiago Scherer, desmembrou os últimos treze anos desde a criação da Mídia Ninja, que cresceu acompanhando os descontentamentos na política e nos meios de comunicação tradicionais. Como indica o título, Scherer também trouxe a sua vivência nessa mídia.

Os grandes marcos na história da Mídia Ninja foram em 2011, na primeira Marcha da Liberdade em São Paulo, segundo o designer, e também nas manifestações de junho de 2013, que levou o nome da mídia para o Brasil. A Ninja é uma rede descentralizada de mídia como uma alternativa à imprensa tradicional, com abordagem de militância da esquerda.

Paralelo a isso, em 2011 surge o design ativista do ‘Designers, Uni-vos’, onde designers de todo o Brasil se unem a favor de causas sociais e usam a sua profissão como ferramenta, relata Thiago Scherer. É um espaço tanto para o estudante de design, dos profissionais do mercado aos professores da universidade que estavam descontentes com o trabalho que faziam, sem poder lutar por alguma causa. O Designers, Uni-vos então, forma uma rede com a Mídia Ninja e a Ideia Fixa, que têm propostas semelhantes.

Mas a história da Mídia Ninja começou em 2005, junto com o Circuito Fora do Eixo, explica Thiago Scherer. No início era apenas uma proposta voltada para a cena musical com o objetivo de unir vários coletivos pelo Brasil a favor de músicos independentes. A sua abordagem foi tomando novos rumos quando a insatisfação com o sistema político foi se engrossando pelo Brasil, em 2012. Foi na mesma época que Scherer passou a aliar-se à Mídia Ninja também.

Ele conta que o descontentamento com o sistema se intensificou nas marchas de julho e cada vez mais, as pessoas saíam às ruas para protestar, e isso foi dando mais pautas para a Mídia Ninja, que inovou trazendo uma nova forma de transmitir manifestações. O designer relata que até então, as coberturas desses eventos eram feitas somente pela mídia tradicional, que não dava espaço para entender o que estava acontecendo dentro da multidão, se resumindo às passagens ao vivo, enquadrando as imagens sob uma única perspectiva, sem mais detalhes, apenas com a visão do jornal.

Então, a Mídia Ninja começa a fazer transmissões ao vivo nas redes sociais, com jornalistas dentro dos atos, com a câmera na mão, de forma mais livre e autônoma, relatando o que acontecia com detalhes. Para Thiago, é uma estética anti sistêmica, que se propagou desde então. Ele nota que o modelo de transmissões ao vivo, sem se preocupar com muita produção e edição, foi visto durante as eleições de 2018 nas redes sociais dos candidatos à presidência também.

Neste cenário que ele se embasou para produzir a identidade visual da campanha do candidato à presidência Guilherme Boulos (PSOL), pela Mídia Ninja. Com a bagagem do design ativista, Thiago Scherer pode explorá-la melhor nesta campanha, de que tem muito orgulho de ter participado.

Depois de ter assistido novamente o vídeo que mencionei no início desse texto, ‘Digital Transformation’, de Gerd Leonhard, “A tecnologia representa a maneira da mudança, mas os humanos representam o porquê” fez muito sentido.

Thiago Scherer designer do Midia NinjaFoto: Bianca Bueno

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