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Dia da Mulher: Feminismo e Resistência

feminismo 1Foto: Google Imagens

Artigo escrito por Ilana Xavier

8 de março, dia dedicado a lembrar e comemorar as vitórias das mulheres. Diretos conquistados por mulheres que lutam todos os dias por um mundo de liberdade, igualdade e fraternidade. Muitas são as perguntas sem resposta: por que esta luta é motivo de tanto ódio? Por que muitas morrem lutando? Por que a luta de tantas mulheres só é conhecida depois que elas morrem?

Em 2018, um levantamento do Instituto Avon apontou que uma mulher é vítima de estupro a cada nove minutos, três mulheres morrem vítimas de feminicídio todos os dias e a cada dois minutos, uma mulher procura uma delegacia para registrar ser vítimas de violência doméstica.

Mas não são esses os únicos dados que chocam. Há os casos em que mulheres que morreram lutando por seus direitos, pelos direitos humanos e por uma sociedade igualitária. Mulheres essas que devem ser relembradas constantemente. Uma delas é Marielle Franco, que recebeu homenagem da Estação Primeira de Mangueira, às vésperas de completar um ano de sua morte. Com o enredo ‘História para ninar gente grande’, Marielle, que era vereadora do Rio de Janeiro (a quinta mais votada), lutava pelos direitos humanos e por uma vida melhor para os moradores da periferia, foi lembrada. Campeã do Carnaval 2019, a escola também homenageou heróis da resistência negra e indígena desprestigiados pelos livros escolares no Brasil, como Dandara dos Palmares e Luísa Mahin, mulheres que lutaram pela libertação dos escravos.

No caso Marielle, morta em 14 de março de 2018, espera-se uma resposta. Não se sabe quem a matou, mas se sabe porque ela foi morta. É preciso justiça, não só para ela, mas para todas as mulheres que, assim como ela, tiveram a vida ceifada por acreditar ser possível um mundo melhor.

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