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Por onde anda?

Por onde anda Fefa Vaz?

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Jornalista formada pelo IPA em 2011, Fefa Vaz tem pós-graduação em Jornalismo Esportivo pela UFRGS. A profissional declara que a paixão pelo esporte, principalmente o futebol, surgiu muito cedo. “Com quatro anos, entrei para a primeira escolinha. Desde então, não parei de jogar nunca mais. Fui do time de futebol do colégio, nas categorias de base do Inter e sempre fui uma torcedora assídua”, conta. Ela relembra que pessoas sugeriram o ingresso no curso de Educação Física, por sua identificação com a área. “Mas eu gostava mesmo era de ler, escrever, criar e me aparecer”, descontrai.

Atualmente, Fefa é produtora de O Bairrista. “Produzo todos os programas da casa, cuido das redes sociais e administro as rotinas dos repórteres identificados que cobrem o dia a dia dos estádios. Paralelamente, a jornalista faz a produção do programa dominical Nos Acréscimos, na RDC TV. “Além de produzir, também participo do debate como colorada identificada em algumas ocasiões”.

A jornalista comenta que durante o curso incluía o esporte sempre que possível. “Eu sempre fiz de tudo para encaixar o futebol em todos os trabalhos. Até na cadeira de Jornalismo Político, eu consegui adaptar para a realidade da dupla Gre-Nal. A mesma coisa com Jornalismo Ambiental. É sério”. Fefa recorda que seu primeiro texto jornalístico foi sobre uma seleção que ocorreu nas categorias de base do estádio Beira-Rio. “A matéria precisava ser pautada por um assunto de interesse público, achei por bem fazer sobre futebol”, esclarece.

Para a profissional, é necessária a importância de mulheres marcarem presença no Jornalismo Esportivo. Ela reconhece que a realidade ainda é difícil, mas salienta que a situação está em constante desenvolvimento. “Claro que ainda não temos como realidade a teoria bonita das campanhas que rolam nas redes sociais, que pedem por essa presença feminina nas redações”. Fefa enfatiza a necessidade da união das mulheres. “Lugar de mulher é onde ela quiser sim. Creio que devemos fazer mais por nós mesmas, apoiar e ajudar a levantar outras mulheres, pois crescemos todas com isso. Esperar a aprovação da homarada só nos deixa empacadas no meio desse processo”, avalia.

Ela ainda evidencia a necessidade de uma educação continuada e a importância de ter feito uma especialização. “É o mínimo. A gente recebe só a base na faculdade e um norte para que se escolha o que se quer seguir. Aprofundar-se no segmento escolhido é fundamental para ter segurança no que está sendo feito”, enfatiza. A jornalista destaca que precisou seguir este caminho. “Eu, por ser uma mulher envolvida em um meio tão predominante masculino, tive que provar muita coisa por aí. Fiz pós-graduação em Jornalismo Esportivo, mas também cursos para obter registros como árbitra e técnica de futebol profissional”, detalha.

Sobre o IPA, Fefa ressalta ter uma professora favorita. “A Valéria é minha predileta até hoje”, confidencia. Ela conta que os docentes do curso sempre a incentivaram a buscar o aperfeiçoamento na área que escolheu e que se orgulha de ter se graduado na Instituição.

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