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Cursos de Comunicação e Direito promovem debate sobre liberdade de expressão

6639Foto: Alessandro Davila

Um debate instigante sobre Direito e Liberdade de Expressão movimentou o Centro Universitário Metodista IPA. Em alusão ao Dia Nacional da Imprensa, comemorado no dia 01 de junho, a palestra foi organizada pelos cursos de Jornalismo, de Publicidade e Propaganda e de Direito. O Desembargador Ney Wiedemann Neto, a publicitária Laura Borges e o jornalista André Machado, palestrantes do evento, garantiram uma noite de reflexão para alunos, professores e autoridades.

O Prof. Dr. Fabio Berti, coordenador da Escola de Comunicação e Hospitalidade, iniciou o evento saudando palestrantes, alunos e convidados. O Reitor Prof. Dr. Marcos Wesley deu as boas-vindas aos presentes. “É muito bom poder receber a todos vocês, que estão conosco prestigiando esse momento que estamos iniciando”. A pastora Joziane Ester lembrou que em tempos complicados e de informações distorcidas, “não existe melhor expressão, mais edificante e convincente, do que aquela que é baseada no respeito e na amabilidade”.

O vereador Reginaldo Pujol, vice-presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, agradeceu a oportunidade de retornar ao IPA para participar de um evento com uma temática de relevância nos dias atuais. O debate foi mediado pelo Prof. Dr. Almiro Eduardo de Almeida, docente do curso de Direito do IPA. O desembargador Ney Wiedemann Neto iniciou a fala com uma reflexão sobre a liberdade de expressão, citando Voltaire e Bertolt Brecht, salientando que liberdade deve ser exercida com responsabilidade. O desembargador ressaltou que a liberdade de imprensa, assim como a de expressão, deve ser defendida por todos como uma forma de manter a democracia. “É a voz da imprensa que atua como uma salvaguarda em respeito aos direitos de todos”, afirma. O desembargador Ney também destacou que “nem o poder judiciário pode censurar ou impedir a comunicação da imprensa”.

6667Foto: Alessandro Davila

Laura Borges falou sobre como é ser uma “menina da criação”, uma área predominantemente masculina, pois somente 10% de criativos nas agências são mulheres. Ela trouxe diversos cases que mostram como a publicidade desenvolve temas sensíveis e as reações que uma propaganda pode causar. A publicitária também abordou os limites éticos que se deve ter ao pensar um anúncio ou campanha. “Estou ferindo alguém? Estou sendo racista? Estou sendo preconceituoso? Estou sendo abrangente? São perguntas que podemos fazer antes de ir em frente com uma ideia”, explica. Laura ponderou que a liberdade de expressão está ligada a todos elementos.

André Machado salientou a necessidade de buscar saber mais e respeitar opiniões. O jornalista ressalta que se vive um momento complicado, em que os pontos de vista não tem equilíbrio, que “não se pode discordar algumas vezes e concordar em outras”. André afirma que é preciso entender que emitir uma opinião é construir uma sociedade melhor e que esse é o papel do judiciário, da publicidade e da imprensa. Segundo ele, a comunicação está em todos os lugares e deve ser plural, buscando muitas vozes. “O exercício do jornalismo é o exercício da pluralidade, temos que exercer esse direito que a Constituição ainda nos dá”, completa.

Após a exposição dos palestrantes, iniciaram os questionamentos do público. Acadêmicos, professores e convidados trouxeram diversas questões que contribuíram com a discussão e complementaram o debate. Também prestigiaram o debate o Desembargador Federal Nylson Paim de Abreu; o Diretor-geral do Tribunal Regional Eleitoral, Josemar Riesgo; o Presidente da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), Luiz Adolfo Lino; o Diretor de Comunicação da Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e TV (AGERT), Eduardo Leães; e o Representante da Associação Brasileira de Direito Eleitoral e Político, Rafael Morgental.

6735Foto: Alessandro Davila

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